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Maarten Janssen, 2014-

Visualização das frases

1620. Carta de Rui Fernandes de Castanheda para sua mulher, D. Catarina Faria de Alpoim

Autor(es)

Rui Fernandes de Castanheda      

Destinatário(s)

Catarina Faria de Alpoim                        

Resumo

O autor notifica a sua mulher de que chegou o familiar do Santo Ofício que o levará para o cárcere da Inquisição em Lisboa e acrescenta que aguarda notícias suas.

Texto: -


[1]
Hoje domĩgo vinta tres deste cansado mes de maio chegou aqui familiar de Lxa ordẽ pa me levar a emquisisão e he espadeiro q mora na rua dos douradores a par de João da silva e homẽ amigo antigo e me fazia as espadas q pa mal antes elle q outrem;
[2]
vede minha sõra qual ficaria o coração afligido, deste voso triste marido d alma, quãodo o vise e q en efeito o avião de levar tanta afronta falcamte por teras alheas
[3]
e pa mais mal ter dado tres dobrois a caminhro q mandei com as cartas e ate esta ora não ter chegado q era a couza q na vida mais sentia q tudo estando tão aflito e descõsolado pegãodo com a virgẽ nosa sõra de quẽ sou tão devoto
[4]
me vierão pedir alviseras que era chegado o caminheiro,
[5]
alegreime n alma
[6]
mandei logo a mea noite buscar as cartas e dei teres tostois a quẽ as fose buscar dahi a tres legoas pa saber novas vosas e dos mais avizos sobre q escrevi
[7]
espero chegẽ aqui de madrugada antes q me parta pa ver novas vosas e saber avizo do sobre q escrevi pa asĩ me governar
[8]
permitira cristo alembrarse de nosa onra e livrarme como sabe que estou livre
[9]
não vos esquesais en vosas oracõis de me emcomẽdar a virgẽ nosa sõra e sabina todos os dias o mesmo
[10]
e contanto elle vos gde e mostre vervos
[11]
voso d alma ate morte
[12]
Rui frz de castanheda

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