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Maarten Janssen, 2014-

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1722. Carta de Joana da Madre de Deus, para o seu padrinho.

SummaryA autora conta ao padrinho um episódio de feitiçaria ocorrido dentro de um convento.
Author(s) Joana da Madre de Deus
Addressee(s) Anónimo258            
From Portugal, Tomar, Sardoal
To Portugal, Tomar, Sardoal
Context

Dentro do fundo do Tribunal do Santo Ofício existem as coleções de Cadernos do Promotor das inquisições de Lisboa, Évora e Coimbra. O seu âmbito é principalmente o da recolha de acusações de heresia. A partir de tais acusações, o promotor do Santo Ofício decidia proceder ou não a mais diligências, no sentido de mover processos a alguns dos acusados. Denúncias, confissões, cartas de comissários e familiares e instrução de processos são algumas das tipologias documentais que se podem encontrar nestes Cadernos. Quanto ao crime nefando e à solicitação, são culpas que não estão normalmente referidas nestes livros. Tradução: The Inquisition archives contain, apart from the around 40 thousand individual proceedings ("processos"), a collection of scattered charges, for which the Inquisition "Promotor" had to decide whether or not to prosecute. Complaints, confessions, letters by the commissioners or about different stages of each proceedings are some of the document types that can be found in these books. This letter has been kept among such documentation.

Support meia folha de papel não dobrada escrita no rosto
Archival Institution Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Tribunal do Santo Ofício
Collection Inquisição de Lisboa
Archival Reference Livro 283
Folios 380r-381r
Transcription Ana Guilherme
Main Revision Catarina Carvalheiro
Standardization Catarina Carvalheiro
POS annotation Clara Pinto, Catarina Carvalheiro
Transcription date2009

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[1]
Meu padrinho e mto meu Snor
[2]
q Vm Logre saude
[3]
mto filis o estimarei Como quem a todos Vmces he he tão obrigada e devedora pella grandioza esmola q Vmces fizerão a Meu Irmão e pellos continos favores que de Vmces sempre resebemos
[4]
tudo seja pello amor de Ds
[5]
Meu padrinho e Snor hũa aflissão em q me vejo me obriga a fazer esta obrigada de meus confesores
[6]
sabera Vm em Como eu estive no Convento da esperanssa de Abrantes
[7]
e estando na Conpanhia de duas freiras estas tais tendo notisia q lhe mudarão dali o Capellão e sendo suas particulares amigas so juntarao Com outras duas religiozas e fiandosse mim fizerão huma pineira pra saberem se o Capellão havia de ficar ou não
[8]
eu confesso q fui buscar a pineira e quis asistir pa ver Como se voltava a pineira e sem lhe bolirem q hera o sinal q dava pa dizer sim o não
[9]
mas não vi com medo de q me não quizesem asolver
[10]
as q nesta ocasião a fizerão são as seguintes Me dona Ma madalena dona he a qual he agora abadessa e a Me Antonia Ma e a Me Catherina dos Saraphns e a Me violante Ma de jasus
[11]
estas são q eu sei q a fizerão mas suponho não continuam
[12]
e isto havera dois annos pouco mais e menos
[13]
tambem A Me Joanna Catherina do mesmo Convento se gabou q a fizera
[14]
e eu Snor padrinho, tenho prezunssão de q mtas tem feito isto
[15]
asim pesso a Vm pello amor de Ds q se governe isto no milhor modo q puder ser e pa q eu fique descanssada de q Vm esta entregue desta
[16]
espero q Vm me Responda Remetendo a Resposta a Snra dona Lionor minha Snra
[17]
eu fico pedindo a Ds gde a Vm mtos anos
[18]
Sardoal dezasseis de marso mil e setesentos e vinte e dois de Vm Afilhada e menor Criada Joanna da Me de Ds

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