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Maarten Janssen, 2014-

Linhas do facsímile

1679. Carta de António de Araújo para a mãe e o irmão, Manuel de Araújo.

Autor(es)

António de Araújo      

Destinatário(s)

Anónima30                        

Resumo

O autor manda à mãe e ao irmão notícias para toda a família, e queixa-se da sua má sorte no Brasil.
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Snora Mai
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estimarei es duas
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acim nam tenho mais de que avize a Vms por
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quanto o portador desta bai depreca pa a baia
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deste rio de cam franssisquo mais bos avizo
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domingas de araujo q eu me nam esceco
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desa tera mas não tenho mais remedio que
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agencear algua couza pa o poder irr a eca
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tera q ben cabeis quem eu sou nella cem
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nada acim q tende paciencia con os trav
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valhos ben podeis caber q eu nam no gasto
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mal gastado nem gastei nada do dote e acim
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ja la bai o tempo em que eu era doido a
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cim rogai a des me de algua coiza q eu tenho
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o centido neca menina pois nam tenho ou
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tra prenda mais neca
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tera que quem me despenhe cabe des qua
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nto me ten custado andar por esta te
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tera que o centido tenho nela nam tendo
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q levar pa quando for tempo desta
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acim tende cuidado d aa encinar pa que
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ceja gente algum dia que ce fora macho nam
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me dera tanto cuidado e tende esperan
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sas con deos porque ainda emos de vibe
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ber descansados o que me poco deter cam
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estes dois annos e dahi irei pa eca tera
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des querendo e con isto nam tenho
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mais de que avize a V m desta tera ma
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is q fiquar serto a voso cervico
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o ceo bos gde ds muitos annos

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oje de
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des de agosto 1679 annos deste voso marido
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Antono de Araujo

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