PT | EN | ES

Menú principal


Powered by <TEI:TOK>
Maarten Janssen, 2014-

Visualización por frase

[1830]. Carta enviada por um preso da Cadeia do Limoeiro, que se assinava Pepe Bulante salteador, para Manuel Teles.

ResumenO autor ameaça de morte o destinatário caso este não entregue 15 moedas para livrar um preso da Cadeia do Limoeiro.
Autor(es) Anónimo14
Destinatario(s) Manuel Teles            
Desde Portugal, Lisboa
Para Portugal, Avis, Fronteira
Contexto

A forma de extorsão que esta carta documenta (e outras mais de igual teor) representa uma prática que se tornou característica da cadeia do Limoeiro no primeiro quartel de Oitocentos e cuja amplitude em muito beneficiou da instabilidade política e social associada aos primeiros anos do Liberalismo e da ambiência generalizada de vulnerabilidade e suspeição.

Soporte meia folha de papel dobrada escrita em todas as faces e com sobrescrito na última.
Archivo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Casa da Suplicação
Fondo Feitos Findos, Processos-Crime
Referencia archivística Letra C, Maço 5, Número 1, Caixa 12, Caderno [2]
Folios 3r-4v
Transcripción Cristina Albino
Revisión principal Cristina Albino
Contextualización Miguel Cruz
Normalización Clara Pinto
Anotación POS Clara Pinto, Catarina Carvalheiro
Fecha de transcipción2007

Texto: -

Etiquetas:


[1]
Sr Mel Teles
[2]
Estimo a sua saude emparo de sua familia pois a nosa he boa graças a deos ao fazer desta
[3]
ficamos estabaleçidos nos sitios mais escuzos q ha em todo este termo
[4]
fazemo esta a fim de lhe darmos a saber q samos quinze homes filhos de trabalhos q andamos de feira em feira estimando qm nos estima e emsultando qm nos emsulta
[5]
e asim como Vmce tem sido home honrrado e mais seu pai pois agora lhe declaremos q temos hum Camarada noso prezo em o limoeiro na Cadeia nova da Corte e asim se nos fas preçizo quinze muedas pa o seu livramento
[6]
e asim sem a menor falta as mandara Remetter a dita prizão
[7]
o portador q levar o dinheiro de chegar as grades da Cadeia nova da Corte pregunte pello prezo Antonio justo
[8]
isto com todo o segredo ao emtregar do dinheiro pois se asim o não fizer o pagara d otra sorte
[9]
os sellos das nosas arrmas são estes
[10]
desta Carta não quer q se venha a saber
[11]
segredo e mais segredo
[12]
e Conte se não manda o dito dinheiro o mais tardar athe ao dia vinte deste mes
[13]
isto logo sem falta pois se o não fizer Comta q perde a vida na primeira acazião q o emcontremos imdo pa alguma feira pois sempre nos estamos a emcomtrar e pa fazer mal sempre ha tempo
[14]
e fazendo isto pode andar descançado hir pa toda a parte q quizer sem susto q nos mesmos defemderemos a sua pesoa e eu lhe aparserei em serto sitio pa lhe agradeçer tal favor
[15]
isto no Cazo q Vmce Remetta as quinze muedas o portador mostrando estes sinais ao prezo Antonio justo
[16]
elle lhe ha de mostrar outros igoais a estes
[17]
pode logo emtregar q he o propio
[18]
nos os quinze todos samos da aldeia de santa olaia e qm nos governa he de albuquerque
[19]
q he seu Criado pepe bulante

Text viewWordcloudFacsimile viewManuscript line viewPageflow viewSyntactic annotation