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Maarten Janssen, 2014-

CARDS0087

1824. Carta anónima dirigida a Francisco Rodrigues, homem que tinha loja de chocolate e armazém de vinhos.

ResumenCarta de extorsão exigindo cem mil réis a um chocolateiro da Calçada do Combro.
Autor(es) Anónimo8
Destinatario(s) Francisco Rodrigues            
Desde Portugal, Lisboa
Para S.l.
Contexto

Neste processo é acusado o aguadeiro do chafariz da Rua de Calafates, Pedro de Castro, por ter entregado uma carta de extorsão a Francisco Rodrigues, que tinha loja de chocolate na Calçada do Combro, em que se lhe pediam cem mil réis. Todo o caso se passou naquela zona de Lisboa. Ao fim de uma manhã de junho, o aguadeiro, galego, foi entregar a carta a Francisco Rodrigues, que estava a trabalhar na sua loja. Lendo o seu conteúdo, o visado segurou o portador perguntando-lhe quem o enviara. Obrigou então o aguadeiro a conduzi-lo à Trindade, onde a resposta seria esperada, seguido dissimuladamente por dois soldados. Por corresponder à descrição dada pelo portador, foi preso António Leão de Reis Pereira, pintor empregado nas obras do Palácio do Conde da Póvoa, no Rato, que esperava no local indicado, a Trindade. O aguadeiro foi solto por desconhecer o conteúdo da carta, presumindo-se que o pintor ficou preso.

Soporte meia folha de papel dobrada escrita nas duas primeiras faces e com sobrescrito na última.
Archivo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Casa da Suplicação
Fondo Feitos Findos, Processos-Crime
Referencia archivística Letra P, Maço 10, Número 36, Caixa 21, Caderno [1]
Folios [5]r-[6]v
Transcripción José Pedro Ferreira
Revisión principal Cristina Albino
Contextualización José Pedro Ferreira
Anotación POS Clara Pinto, Catarina Carvalheiro
Fecha de transcipción2007

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Snr Franco Roiz

Logo Logo q ista Receba sim demora alguma intregara ao portador desta a quantia de Sem mil reis em moeda papel e fixadas dentro de huma carta pois he para livramento de hum nosso companheiro q se acha prezo nessa Cadeia e cujo dro he pa sua livre soltura e no cazo q a isto falte lhe deitaremos fogo as Cazas e a tudo quanto pessue e de cuja quantia. sera embolcado da mesma maneira q praticar emte o dia 24 do prezente mez sem falta e do portador não indague couza alguma e de tudo isto gu goardara o segredo imviolavel e no cazo q o não goarde e falte o pedido acabara com a vida nos sitios da outra Banda o mesmo em Lisboa e fique de intendimento q não sou capaz de faltar o q digo e com isto não importuno mais

Alde galega 3 de Junho de 1824 Seu Venerador e Cro Valverde

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