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Maarten Janssen, 2014-

CARDS0149

[1825]. Carta de Genoveva Maria Rosa para o filho Francisco Vicente, trabalhador.

ResumenGenoveva Maria Rosa escreve ao filho preso dispondo-se a ajudá-lo.
Autor(es) Genoveva Maria Rosa
Destinatario(s) Francisco Vicente            
Desde Portugal, Évora
Para Portugal, Beja, Moura
Contexto

Francisco Vicente, sem antecedentes criminais, foi condenado por furto a dois anos de prisão na Cadeia da Corte. Consta do processo que os bois que lhe foram entregues por um Manuel Luís Singeleiro eram animais furtados. No entanto, não houve uma única testemunha que o tivesse visto roubá-los. O réu deveria vender os animais na Vila de Moura, serviço previamente pago por Manuel Luís Singeleiro. Provada a sua inocência, acabou por ser absolvido.Nesta carta o coronel do regimento onde pretensamente o réu servira e de onde desertara informava o corregedor de que não havia qualquer registo do assentamento de Francisco Vicente.Muito interessante é a naturalidade com que este militar se referia ao crime de deserção. Sem embargo da emergência social de certos valores nacionalistas, decorrentes da guerra contra Napoleão e da recente Revolução Vintista, este caso ilustra como a fuga à disciplina militar, tão comum no Antigo Regime, se mantinha uma prática aparentemente banal nas primeiras décadas de Oitocentos.

Soporte meia folha de papel dobrada escrita na primeira face, e com sobrescrito na última.
Archivo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Casa da Suplicação
Fondo Feitos Findos, Processos-Crime
Referencia archivística Letra F, Maço 16, Número 11, Caixa 36, Caderno [2]
Folios 13r e 19v
Transcripción Leonor Tavares
Revisión principal Cristina Albino
Contextualización Leonor Tavares
Normalización Liliana Romão Teles
Anotación POS Clara Pinto, Catarina Carvalheiro
Fecha de transcipción2007

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Franco Vicente

Meu fo Estimo a tua saude Recebi a triste noticia de estares preso na Villa de Moira em oCazião da feira com q mandame dizer se está na cadeia desa Villa e so disestes q heras dezertor sem o asim o ser portanto escreveme e mandame dizer a Verdade para Eu como Mai q sou dar os pasos q puder escreveme pa Évora

e sou Tua Mai do Coração Genoveva da Roza

Leyenda:

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