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Maarten Janssen, 2014-

PSCR0041

1576. Carta de Manuel Leitão, ex-guarda do Santo Ofício, para Diogo Lopes de Seia.

Autor(es) Manuel Leitão      
Destinatario(s) Diogo Lopes de Seia      
In English

Copy of a private letter from Manuel Leitão, prior guard of the Holy Office, to Diogo Lopes de Seia.

The author gives some news about what he has been through while in captivity.

This is the second process of Manuel Leitão, prior guard of the Holy Office in Coimbra, who was accused of facilitating the correspondence between inmates and their families and friends. While in prison, he kept corresponding with an old inmate, Álvaro Mendes. These letters were intercepted and copied by members of the Inquisition, who then put them back in their envelopes and sent them to the intended recipient. This exchange lasted from August to October 1576. The defendant later tried to deny these contacts, but ended up confessing and accusing a large number of other people.

If there is no translation for the letter itself, you may copy the text (while using the view 'Standardization') and paste it to an automatic translator of your choice.

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Snõr noso

Snõr seja vm he todos amẽ. fazerme Ds tamanha m q podese mãodar novas de a vm foi tamanha q não sei ha q ha cõpare as coais são fiquar mto bẽ desposto como sẽpre ho fui todo ho tẽpo de minha prisão. pa dar cõta a vm de meus trabalhos q hella tenho pasados he muito llargo somẽte lhe sei dizer q todos os vaivẽs he cõbates q me derão q açaz são muitos nhũ pode comigo porq sẽpre me acharão tão duro como penedo como espero q sera ate ho quabo he noso snõr faça ho q for seu sirviço haimda q tenho muitos cõtrairos porq não bastou velhaco holleiro q foi goarda como ja sabera q aqui esta preso q deu min he no amigo he houtras pas coaõto helle pude he mais senão haimda a snõra brytiz mẽndez nos falltava porq heu lho miriçia bẽ peço a vm q se poder ser saiba ho q dise he mãodeme dizer he q llẽbre ha hesas molheres cõpanheiras do seu tẽpo s a snõra llianor llopez he crara llopez hirmãs he frca frz he isabell aõriqz fa de aõrique frz he ana lluis como eu tinha muitas deferẽças hella sobre allgodão q lhe não quiria cõprar nẽ dar a cõta da reção porq espero noso snõr q della he do mais me a de llivrar. he peçolhe muito q isto seja brividade porq ainda não são pguntado por hiso. coãoto ao mais eu tenho sabido ho q relleva porq hesa m me fez ds as mais q sẽpre fui sabedor de tudo se lla houver allguma cousa tãobẽ q relleve mãodemo dizer: tãobẽ peço a vm q avise a todos q se allgẽ for chamado pa allguma pgũta q de mim não a de aV nũqua mais q isto he q portãoto q veja qua o q lhe relleve, tãobẽ lhe peço q diga ha guihomar Ruiz q q este dise della he de mim ho q lhe mãodei dizer he ho q hella me mãodou dizer porq heu fui pgũtado por hiso mas q me pareçe q não sera nada porq não fizerão caso diso todavia aviso he não lho diga vm de manra q hella aja medo porq me pareçe q por iso, he nisto não quero mais ẽfadar , ha snõra he aho snõr manoell aõR e pai he mai he hirmãos he irmaãs he a sãota marinha he a duarte do valle he ha todas as pas amigas he conheçidos gerall he a cada hũa particullar peço a vm beije as mãos por mim he de minhas ẽcomẽdas he me ẽcomẽdo ha sua boa amizade he lhes peço me ẽcomẽdẽ a noso snõr he q esta ajão por sua he me mãodẽ muitas novas de si he sinais q pasasemos pa q eu seja sabedor q sabẽ novas minhas he os tres hirmãos q lhes peço me mãodẽ muitas novas de si he me mãodẽ llẽço q tenha sinall com houtro q me derão coãodo fui q vira ha quarta q vm me mãodar houtra allguma se allguẽ me quiser mãodar ha coall se dara na Rua nova dos feros quasa de allvo mẽdes merquador q foi meu cõpanheiro nesta prisão porq hese tẽpo q estive helle q foi mes me fez deus m q tive de allivio porq todo ho mais hate ho presẽtẽ estive soo he fechado como agora fico he cõtudo ho mais trabalho q paso he de fome porq esta he tera quara he não nos dão pa quada dia mais q 30 rs. ho amigo tãobẽ sẽpre lhe foi bẽ he vai he esta da mesma manra como ca coimbra numqua mais fui provido de nada nẽ tive novas nẽ quero ter: de meu fo me pesa q diz q não a novas delle se polla vẽtura vm tiver allgumas mãodemas llẽbro a vm ha noite q fomos hõde vivia a pa de avro q heu fui ẽbuçado e sobimos ao sobrado q me não conheseçe a dona da quasa. he ho q dei no pano a vm ha noite vespora do auto q lhe mãodou ha snora he isto basta vm tãobẽ me mãode asi dizer allgũa cousa. mãode me dizer se são ja as pinitẽçias fora porq pasa de tẽpo he senão mãodemo requerer ao cardeall. não tenho mais q dizer a vm ao presẽte senão q fico hos holhos llõnguos hesperãodo por houvir novas suas he da mais gẽte porq hesa hora cuidarei q me solltão has coais noso snõr me mãode muito boas e muito çedo he hos tenha da sua mão pa seu sãoto serviço

hoje 7 d outubro de 1576

Leyenda:

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