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Maarten Janssen, 2014-

PS1040

[1619-1621]. Carta de Álvaro Sá de Santo António, caseiro, para Juliana da Ascensão, freira.

ResumenO autor reporta o que ouviu dizer por intermédio de terceiros e oferece-se como testemunha.
Autor(es) Álvaro Sá de Santo António
Destinatario(s) Juliana da Ascensão            
Desde S.l.
Para
Contexto

Rafaela de Santo António foi presa a 7 de julho de 1620, permanecendo no cárcere até 3 de abril do ano seguinte. No Santo Ofício de Coimbra foi constituído um processo contra Rafaela por culpas de judaísmo, baseado em várias denúncias, nomeadamente de Filipa de São Francisco, freira no mesmo convento e entretanto também presa. Com efeito, foi comprovado que algumas freiras praticavam o judaísmo, o que transgredia em absoluto os princípios não só da ordem que professavam, como da própria igreja católica. Rafaela alegou em tribunal não ser filha biológica de um cristão-novo, de quem a mãe enviuvara, mas im de Diogo de Sá de Meneses, "fidalgo conhecido e dos mui nobres." Efetivamente, a mãe teria conseguido esconder a sua gravidez do futuro marido, com quem já vivia. Por isso mesmo, a mãe internou-a aos quatro anos de idade no convento da Madre de Deus de Monchique de Miragaia (Porto), onde as religiosas seguiam a regra de Santa Clara (Ordem dos Frades Menores, Província de Portugal da Observância). No seu processo, encontramos várias cartas abonatórias, colhidas pela abadessa, Clara Antónia de Vilhena, e outras freiras, na tentativa de ilibar a ré das culpas que se formavam contra ela, e de zelar pelo seu bem-estar enquanto permanecesse no cárcere. É de assinalar, em particular, o testemunho redigido pela mãe da ré, em que esclarece a sua filiação. Este foi escrito em risco de morte e encaminhado por intermédio do seu padre confessor, remotando a cerca de 25-26 anos à data dos autos. Trata-se de um caso não livre de contrariedades: a abadessa, muito embora tenha redigido uma carta abonatória e feito várias diligências a favor da ré, ao chegar às contraditas e à defesa testemunhou em contrário. No final, os inquisidores chegariam à conclusão de que as culpas tinham sido originadas pela prestação de falsos testemunhos, nascidas de certas contendas de Rafaela com determinadas companheiras recolhidas na mesma casa e que ela denunciara. Foi por isso prontamente absolvida e liberta, tornando àquela instituição.

Soporte uma folha de papel de carta escrita em ambas as faces.
Archivo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Tribunal do Santo Ofício
Fondo Inquisição de Coimbra
Referencia archivística Processo 2388
Folios 16r-v
Socio-Historical Keywords Ana Leitão
Transcripción Ana Leitão
Revisión principal Fernanda Pratas
Contextualización Pedro Pinto
Normalización Fernanda Pratas
Anotación POS Clara Pinto, Catarina Carvalheiro
Fecha de transcipción2016

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pera ver a senhora dona juliana dasemsam em mosteiro de monchiqe que deus guarde

Snra dona juliana d asemsam estou mto sintido pela rezam q vosa m pode emtender q temos mta obrigasam a sa santa caza E asi noso snor as livre E guarde de figuras indo domingo deste mes d agosto pera aconpanhar dona giumar emcomtrei ho fonseqa q foi seu remdeiro gozandose q ja aqela cadela esta em parte segura sou testemunha E mais hun ohome q chamo antonio criado da snra dona giumar tambem outra pa q se dira tambem hua minha cunhada q se chama grasia teixeira mais pode vosa m emtemder q tudo o q eu souber q eu o farei a saber noso Snor guarde a Vosas merses de inimigos deste seu cazeiro allvaro de santo antonio

se for nesesario pero algűa couza e sou serto pera o sirviso de vosa m...


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