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Maarten Janssen, 2014-

CARDS6309

1827. Carta de Miguel José Francisco, proprietário de casas, para Joaquim David dos Santos, seu antigo inquilino.

ResumoO autor pede ao destinatário que não testemunhe contra a sua mulher. Tenta também esclarecer um caso de malentendido em relação ao arrendamento da casa do destinatário.
Autor(es) Miguel José Francisco
Destinatário(s) Joaquim David dos Santos            
De Portugal, Lisboa, Travessa das Salgadeiras
Para Portugal, Lisboa
Contexto

Esta carta encontra-se anotada pelo escrivão, na margem esquerda: «De q serve esta Carta ao Reo ella he contrada certeza verifica o q se acha ditto nos Autos pelo A, prova o bom caracter deste, e o máo do Reo».

Miguel José Francisco, porta-voz da sua mulher, Maria Águeda da Encarnação, moradores na Travessa das Salgadeiras, disse que Pedro António da Silva, padeiro e dono de uma fábrica, difamou Maria Águeda repetidas vezes, inventando "vergonhosos procedimentos" que ofenderiam a honra de tal mulher, bem como do marido. Determinou-se que, em 24 horas, Pedro António da Silva deveria assinar um termo de bem viver, e não ofender nem falar, de maneira alguma, a Maria Águeda, marido e restante família. Caso não o fizesse teria de pagar 200 mil réis para obra e ser degredado por 4 anos para África. Pedro António defendeu-se dizendo que Maria Águeda era dada a mexericos e a intrigas entre os vizinhos. Acrescentou que o marido de Maria Águeda tinha inveja dele, pelo facto de o negócio de padeiro estar a correr bem. Tudo o que dissera acerca de Maria Águeda não era mais nem menos o que ela própria dizia à janela, para a vizinhança. Maria Águeda, no entanto, afirmou que o réu chegou a ir a casa de Joaquina Rosa, amiga dela, para lhe pedir que aliciasse Maria Águeda a marcar um encontro íntimo em casa de Joaquina, servindo esta de alcoviteira. Para este fim ofereceu-lhe dinheiro, mas Joaquina recusou. A autora acusou-o ainda de ser difamada pelo réu, ao dizer que ela estava envolvida com um capataz. Consta do processo que a maioria das testemunhas confessou ter sido comprada pelo autor, coisa que o réu procurou provar ao entregar as cinco cartas inclusas no processo.

Arquivo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Casa da Suplicação
Fundo Feitos Findos, Processos-Crime
Cota arquivística Letra P, Maço 1, Número 26, Caixa 3, Caderno [1]
Fólios 221r
Socio-Historical Keywords Rita Marquilhas
Transcrição Leonor Tavares
Revisão principal Rita Marquilhas
Contextualização Leonor Tavares
Modernização Rita Marquilhas
Data da transcrição2007

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Lisboa 29 de Dezembro de 1827 Snr Joaqm David

Recebi A sua carta com a data de 20 do Corrente e mto estimamos por nella me dizer q hia passando Milhor Deos lhas cocomtinue igual Ao seu dezejo emqto A nossa Ao prezente he boa deos lovado

Snr Joaqm Emqto o q Me manda dizer Relativo a renda das Cazas não Viva morteficado pois eu Cunhesso A rezão Mas cim me cussta em dizerem por ca q eu lhe mandei fazer pinhora Aos ceus trasstes pa meu pagamento poiss Nunca Tal lembrança tive emqto A sua senhora Mudarse Antes do tempo foi Por mto sua Vontade não por mutivos da Minha Caza nunca houve difrenssas Com a sua Ainda q Vmce estará emforMado do comtrario he falço deos de saude A qm tem cauzaudo hisso Assim como Tambem Me consta q se mando Jurar Aos autos q Minha Mulher foi Culpada de Vmce ter essas piquenas diferenças com o Meu Vezinho i esse juramento me cerve de perjuizo a Minha cauza i nestes termos Estou esperansado na ssua pessoa A todo o tempo q Me ceja percizo declarar A verdade Pois não espero de VMce o comtrario quando esta receber emtresso Muito em saber notiçias das suas Milhoras i assim espero pella sua Carta sou de Vmce Venerador i criado

Miguel Joze Franco

Legenda:

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