O autor descreve ao destinatário diversos factos do tempo que tem passado na prisão e das circunstâncias que o levaram para lá.
| [1] | o amiguo sabe
q não se dee nada a
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| [2] | esse diabo dessa molher
porq ella lhe
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| [3] | ficam mais de cem cruzados
em dro afora
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| [4] | pecas douro he de prata que avia
tirãdo
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| [5] | duas tacas q ficaram cõ o mesmo fato
he
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| [6] | com que bem se podera governar he
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| [7] | tudo mall empreguado
porq eu mãdei
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| [8] | dizer por meu filho
q nam lhe desem
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| [9] | nada senão algũ movell e
se outra
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| [10] | cousa fizeram agravarãome muito e
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| [11] | não pella perda inda
q não tenho nada
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| [12] | de meu senão por ser tão
mal empregado
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| [13] | e em quem tam mal o tem se isto comigo
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| [14] | e
porq estou nuu folgaria me fizesse
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| [15] | vir o
vestido que ficou s hũa roupeta e
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| [16] | hũas
calcas e hum gibão de ciron e quatro
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| [17] | ou cinquo varas de
frisa que ficaram pa
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| [18] | fazer hũa roupeta
pa este inverno e
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| [19] | panno de huso
pa hum gibão q
ho não
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| [20] | tenho he q
pa
q se daqui algũa ora
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| [21] | sair tenha com
q me cubra e
vosa merce o
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mande por em sua casa ou onde lhe
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| [23] | parecer he
vosa merce não gaste
nada do seu
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| [24] | comiguo porq não me esta nessa
divida
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| [25] | e eu a
vosa merce eu tanta
q não pode mais ser
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| [26] | a qual nosso
sor lhe pagara por mim
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| [27] | nem me mande mais
nada do seu os
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| [28] | seis tostois q me mandou não os
ouvera
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| [29] | de tomar senam pera os dar a este por
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| [30] | tador ho fez
pa
q fora de
milhrmte
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| [31] | o que for
ncessario porq eu antes
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