Uma mulher conta ao destinatário, preso em Elvas e seu antigo amante, como padeceu ao longo de uma viagem.
| [1] | pa de qm tu mais estimares eu ao fazer desta fico
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| [2] | alguã couza doente, mais não he
couza de cuida
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| [3] | do estou mto molestada dos pes en parte nenhu
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| [4] | ma nos quizrão enbargar calvagada o motivo por
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| [5] | q não trazeamos
guia da sidade em
montemor en
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| [6] | bargarão foi porq o escrivão teve mta dó de mim
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| [7] | e q en todas as terras todos
dizião q mal empregada
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| [8] | q na flor
da minha edade de me ver de cadeas en cade
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| [9] | as pois eu a consolação q tenho asim q entro pa as
ca
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| [10] | deas não faço senão xorar da minha sorte
ser tão
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| [11] | enfelis e tudo por morte de ti queira Ds q esta pri
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| [12] | zão me sirva de emenda mandote
participar q qdo
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| [13] | xegue
a montemor já não trazia
dinheiro qm
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| [14] | se lenbra pa uma jornada de des dias darmes 8
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| [15] | tostois d não xegar a
tostão por dia q foi tanta
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| [16] | a minha enfelicidade q
queria alugar uma ca
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| [17] | valgadura por já não poder caminhar mas tudo
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| [18] | se remediou com alguns encamodos mas a maeor
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| [19] | paxao q me
aseste é estar olhando as mãos
de
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| [20] | otrem e querer comer e não o ter i eu vise qdo xe
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| [21] | gaci o pe de ti o dinheiro q me destes não o tra
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| [22] | zia com qm tens gasto mto gastasses
o pouco q me des
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| [23] | tes ja me peza não trazer a minha capa pa on
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| [24] | de xagei q me faltou o denheiro vendela
apezar
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