António Fernandes da Mata manda notícias por intermédio do primo Tomás Ribeiro. Escreve sobre a família, comenta o entusiasmo na recepção das encomendas que chegaram, fala sobre o percurso de quem almeja enveredar pela carreira eclesiástica e alude ao poder temporal dos jesuítas sobre os ameríndios.
| [1] | 16 de Julho 1657
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| [2] | Pax Xpti
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| [3] | Minhas sobrinhas Já que me obrigão cõ tantos empenhos, E mostras de amor não posso
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| [4] | deixar, ainda q por mĩ não posso nẽ meus filhos estão en ma compa
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| [5] | nhia, mais q hũ pequenete, q ainda aprende a escrever, faço
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| [6] | estas 4 regras por Via de meu primo E seu Thomas Ribro q he o q quis
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| [7] | tomar este trabalho, sendo q tambẽ molestado de dores dos brassos
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| [8] | de q anda en cura.
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| [9] | Estimo darlhe Deos saude, e talento pa se governarẽ E se
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| [10] | rem alivio à Velhice de ma irmã, E sua mai tenhão mta confiansa
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| [11] | nelle, E se entreguem en sua santissima Vontade Pois q tudo gover
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| [12] | na pa nosso bem, e nossos dezejos são indiscretos, não sendo por elle
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| [13] | encaminhados. E a Virtude, q mais pode e Valeo sempre cõ Deos foi a
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| [14] | da castidade, q todo o amor fora delle he imperfto E assi não alcansa
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| [15] | o Verdadro e sumo bem, Pesso a nosso snor ainda q tão grde peccador
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| [16] | como por couza q tanto me toca, as tome a sua conta;
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| [17] | Eu fico cõ algũa ainda q pouca melhoria Dando grassas ao
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| [18] | snor q estas mazelas me da Vida, pa emparo de meus fos atribuoo
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| [19] | a suas oraçois, E mais fieis q por mĩ devẽ de rogar, pois não acho en mĩ
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| [20] | o tal mericimto Izabel da costa sua tia, Primas, E primos lhes
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| [21] | mandão infinitas saudades, gratificandolhes o mimo das bocetas
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| [22] | E a o devotao das devotas q bem parecẽ couzas das servas E servos de
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| [23] | Deos, parecião tordos com pouca azeitona cõ os aneis nastros agulhas
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| [24] | linhas, E as mais couzinhas, a neta cõ a da viola, logo a foi por no ora
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| [25] | torio Veyão q santa. empregarão mui bem seus mimos, E hirlhe ha
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| [26] | de ca mui bom retorno, não se poderá crer, q neste brazill não aya
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| [27] | couza das mtas q te Portugal, pa poder mandar en sinal de amor, nẽ
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| [28] | quẽ o leve, q não seya parte mto chegado, nẽ foi possivel mandar hũas
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| [29] | contas, q o frade mandou pedir porq alguas, q se fazẽ nas aldeas
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| [30] | do gentio, he necesso mais Vagar, pa as encomendar, o nosso Pe
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| [31] | Anto da mata por quẽ estamos esperando da Bahia Vira, E co
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| [32] | mo Pes da companhia são senors das aldeas algũas buscara
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| [33] | este he o mais Velho dos machos Vivos cete annos ha q entrou na
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| [34] | compa de dezasseis annos podera ser, q quando se va ordenar
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| [35] | Va ver terra de seu pay, E seus partes andava no Curso E adoeceo como q não pode continuar, E pedio licensa pa
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| [36] | Vir ver a mai estamos esperando por elle, capuchos ainda não nenhũ João q o queria ser ainda não tẽ idade
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| [37] | perfta E podera ser q quando a tenha se arrependa ou seya da Compa como o irmão Paulo o mais pequeno apr
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| [38] | ende, E hũ netto com seu tio en caza todos se encomendão ás suas oraçois. E lhes mandão seus abrassos
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| [39] | não atentẽ por louquices de suas tias, q basta serẽ tias amẽnsẽ cõ mta amizade, E tirẽlhe a malenconia por
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| [40] | q la lhe vai hũa Ladainha mto bem composta foi ca hũa galhofa cõ a rrepartissão dos dous mill rs
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| [41] | porq ellas dizẽ q mas sobrinhas forão tão cruas q lhe não derão mais q a tersa pte E sua mãy
ellas pello contrario
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| [42] | não sei quem mente- enganoume o Velhaco do mestre que veo en lugar do lima q o lima não veo então
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