A autora conta à sua avó pormenores do envolvimento amoroso de uma ama, empregada pela avó, com um padre.
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lhe falar na Esquada Eu lhe dise me não metia com iso q ao De
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pois o não queria pagar se ela o fizese
Eu navia dizer a snr
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E ela se retirou não fes mas na Igra lhe falava todas as
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vezes q la hia, o
corno
de agevixe me deu Ela a mim
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E me dise se me perguntasem q mo dera disese Eu o troxera
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de alcobasa E lhe tirou hum rotario de contas brancas com co
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rola de prata
E o q mais Eu não sey E ela me dise falava
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as mais das noites Com o Moxila de Lourenço Caetano da ginela
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da camara E ele lhe deu os dois pentes de tataruga q
ela me Em
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prestou qdo vim E por Vm não saber os deu ela a seu Ir
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mão as Escondidas pa q lhos dese a ela diente de Vm
dizendo
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q Ele lhos dava E lhe deu hum lenso de canbraia E lhe deu hum
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Coarto de ouro q Ela gastou na nazare qdo la foi E lhe dava
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tudo
pela ginela E ela he q me dezencaminhava pa q Eu não
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fose a Vm homilde porq dezia q qdo
a gente se mostrava a
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Vm homilde antão Estava Vm pior E q tudo he a mesma
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verdade q se ela lhe levanta algum testemunho q ela lho não
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perdoi E lhe dise tudo de Izabel logo qdo Ela veio de alcobasa
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E defamou a sua caza de sorte q Ela o não pudia Cer dise q
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suas mces Estavão tão pobres q Estavão devendo as orelhas
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E venderão as cazas pa se remediarem E quada ora lhe vinhão
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os devedores a porta E q o ser respondia não tinha com q pagar
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o q Eu achei tudo mentira Eu detremino ter sedo grade q
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ja a pedia mas diseme a me pra me daria a reposta Em ma dan
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do logo avizo a Vm q nela lhe dira o mais mas q a ama
foi
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o demonio q com ela se meteu q se ela não fora tanto sua
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alcoviteira não ficara Ela tão culpada mas q agora lhe
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peza não dizer tudo a
Vm q todas as noites tirava a Vm
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as chaves debaixo da cabiseira pa lhe revolver tudo qto Vm tinha
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Eu não falei com niguem q Ela se mo alevanta Ds sabe a verda
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de q na caza de Vm nunqua tive Esa ofoiteza pa a grade
fica
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mais q he o q pude saber Ds me gde a Vm ms ans
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Neta E serva de Vm
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Joanna
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