O autor conta à Inquisição que prestou testemunhos falsos aquando da sua prisão e pede clemência para aqueles que acusou. O autor critica a Inquisição portuguesa por não revelar o mesmo tipo de idoneidade que se pode encontrar em França, na justiça de Luís XIV.
| [1] | ovelhas e reprezenta a pessoa de Christo
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| [2] | nosso redemptor na terra; não a de
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| [3] | primitir que
esta se perca, pondo os olhos
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| [4] | de sua piedade, nesses mizeros que padeçen
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| [5] | os mesmos trabalhos que eu experimentéi
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| [6] | sendo
a sanctissima Virgem nossa senhora
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| [7] | e seu bento filho Christo jhs testas deste
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| [8] | meu dizer,
aos quais peço me conçerven
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| [9] | o juizo em sua graça pa tolerar, os trab-
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| [10] | alhos pobreza e mizeria que padeço
tão
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| [11] | inoçentemte com tres filhinhos; porem
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| [12] | tenho a conçolação de me ver en terra de
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| [13] | catholicos sem reçeo de
falssos testos pois
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| [14] | estes cá senhor se apurão com clareza
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| [15] | dos Reos e Vista das testas não
deichando
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| [16] | o Cristianissimo senhor luis 14 Rei de frança
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| [17] | de castigar os que obçervão duas
Religiois
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| [18] | asperamte mas com a clareza que se
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| [19] | exprimenta, e sou o culpado pereçe, não
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| [20] | perjudicando
ao inoçente, mto deferente
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| [21] | do proçeçar da sta caza donde não Val ino
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| [22] | çençia; nen
culpa pois pelo que experimen-
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| [23] | tei e hoje vejo cá destas partes acho que
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| [24] | tanto padeçen hũs como outros; Deos que
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asin o permite permita por meio de tantas
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| [26] | afliçois que padeçemos darnos sua gloria
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