O autor protesta em relação às injustiças de que é vítima e pede que o destinatário, provavelmente o juiz do seu caso, decida aplicar-lhe um indulto de Sua Majestade de que outros já beneficiaram.
| [1] | Assim Illmo Senhor, minha sorte achando-se pendente
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| [2] | das rectas decisões de VaSa espero que VaSa se servirá tomando em conside
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| [3] | ração, não só qto deixo esposto, como tãobem as Regias e
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| [4] | benignas intenções do Monarca, q por sua incomparavel cle
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mencia se dignou perdoar a alguns Réos cujos cri
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mes politicos erão tanto mais aggravantes, por isso que se a
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| [7] | chavão provados:
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| [8] | pois dis o Aviso junto: " Foi S M ser
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| [9] | vido resolver, que, os Réos que além de suas opiniões politi
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| [10] | cas pronomciarão comicios contra a Familia Real lhes possa
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| [11] | appresentar o Indulto concedido pelo Decreto 77.º Meu atroz
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| [12] | denunciante, verdade é, não me acusou, de haver pronunciado esses
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| [13] | comicios; mas sim de havellos escrito, o que é o mesmo no es
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| [14] | pirito da Lei:
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| [16] | mas ao contrario provada q seja a falcidade da denuncia e
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| [17] | por consequencia reconhecido
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| [18] | o dólo e malicia do denunciante; não deverião gozar
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| [19] | , do mesmo Indulto de que gozaria se culpado .
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| [20] | Entrego a Judiciosa decisão de VaSa estas
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| [21] | naturezas consequencias que , a razão demonstra e equi
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dade ( qualidade das Almas rectas) indica em favor dos desgra
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| [23] | çados; bem persuadido q VaSa se dignará indagar es
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| [24] | crupolosamte minha cauza pa me permittir gozar dos Regi
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| [25] | os beneficios que nosso Augusto Monarca concede a esta Na
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ção de Portugueses, que S M ordena sejão postos em liberdade rendidos
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| [27] | a si mesmos, e a seus deveres.
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| [28] | Portanto, se esses crimes politicos de q sou accusado se me
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| [29] | houvessem provado, ja estaria perdoado pelo Indulto de S M
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| [30] | e seria posso em liberdade; mas
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