O autor repete as proposições conspiradoras que ouviu da boca de Cândido de Almeida Sandoval.
| [1] | oito horas da noite estive com Sandoval; tratei de
in
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| [2] | dagar delle se estava firme no projecto de fazer a
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| [3] | contrarrevolução contra o atual Governo, e systema q
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| [4] | hoje
nos rége; ao q sandoval me respondeo estas for
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| [5] | maes palavras: «Tudo está feito; só falta pa rebentar a
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| [6] | contra-revolução
q appareção doze ou quinze homens
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| [7] | armados, q sejão verdadeiramente constitucionaes.» Ao
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| [8] | q lhe repliquei: «E a quem
hão de seguir esses homens?»
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| [9] | « A hum Coronel, me tornou sandoval, o cujo me deo
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| [10] | o seguinte plano: Devem-se
armar todos os individuos
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| [11] | q entrarem na Conspiração, e embarcando-se de noite,
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| [12] | passarão a Escaropim: de lá
atravessarão hum De
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| [13] | serto de cinco leguas, e entrando depois da meia
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| [14] | noite em huma terra vizinha, onde
não ha tropa ne
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| [15] | nhuma; hirão immediatamente a casa do Juiz, e o
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| [16] | obrigarão a passar as ordens necessarias
para logo
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| [17] | se organizar a Camara Constitucional: espalhar-se-hão
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| [18] | algumas das Proclamações impressas q de Lisboa
se
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| [19] | levarem: far-se-ha tudo em Nome de Sua Magestade;
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| [20] | e dir-sehá q Sua Magestade os authorizou, e lhes
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| [21] | deo
Ordens muito positivas para estabelecerem de
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