| Summary | Um anónimo denuncia o comportamento herético de dois habitantes do lugar do Barreiro de Besteiros. |
| Author(s) |
Anónimo543
|
| Addressee(s) |
Anónimo544
|
| From |
Portugal, Viseu, Barreiro de Besteiros |
| To |
|
| Context | Dentro do fundo do Tribunal do Santo Ofício existem as coleções de Cadernos do Promotor das inquisições de Lisboa, Évora e Coimbra. O seu âmbito é principalmente o da recolha de acusações de heresia. A partir de tais acusações, o promotor do Santo Ofício decidia proceder ou não a mais diligências, no sentido de mover processos a alguns dos acusados. Denúncias, confissões, cartas de comissários e familiares e instrução de processos são algumas das tipologias documentais que se podem encontrar nestes Cadernos. Quanto ao crime nefando e à solicitação, são culpas que não estão normalmente referidas nestes livros. |
| Support
| meia folha de papel escrita em ambas as faces. |
| Archival Institution
| Arquivo Nacional da Torre do Tombo |
| Repository
| Tribunal do Santo Ofício |
| Collection
| Inquisição de Coimbra |
| Archival Reference
| Caderno 56 |
| Folios
| 118 r, v |
| Socio-Historical Keywords
| Rita Marquilhas |
| Transcription
| Leonor Tavares |
| Main Revision
| Rita Marquilhas |
| Standardization
| Rita Marquilhas |
| Transcription date | 2008 |
| [1] |
Neste Luguar do Barreiro Comcelho de Besteyros frga
|
|---|
| [2] | De nossa senhora de natividade saybam vossas se
|
|---|
| [3] | nhorias que ha hum homem que foi denumciado pa a sa
|
|---|
| [4] | nta cassa tres vezes, o qual se chama manoel João
|
|---|
| [5] | vendeiro que mora o pe da Igra loguo pa baixo numa cassa
|
|---|
| [6] | caada que tem tem duas servintias huma sobre hum Ri
|
|---|
| [7] | beiro e outra ca na Rua no caminho que se vai pa a Igra o qual
|
|---|
| [8] | este dito manuel João dizem que tem hum santo Cristo no cimo
|
|---|
| [9] | da escada donde se asenta todos os dias e se calca sempre
|
|---|
| [10] | pella manhem testemunhas que o sabem Izabel soltra
|
|---|
| [11] | sua cunhada e manuel Lopes medeiros e João frs: todos
|
|---|
| [12] | do mesmo luguar e mais fazendo elle hum moinho e tirando
|
|---|
| [13] | Agoa duma Reguada lhe pelleijarão e lhe diserão isto he com
|
|---|
| [14] | ciemcia elle respondeo passara eu bem neste mundo a
|
|---|
| [15] | Alma Ainda que allovara o diabo não emportava teste
|
|---|
| [16] | munhas as mesmas tres e mais o paraco. Estas mesmas teste
|
|---|
| [17] | munhas estando debaixo do sseo balcam ouvirão queixar a
|
|---|
| [18] | mulher que mais tempo fornica a mulher pello sesso do que pella
|
|---|
| [19] | sua natura.
|
|---|
| [20] |
|
|---|
| [21] | Mais e neste mosmo Luguar do Barreiro mora hum homem
|
|---|
| [22] | que he destemente a deos nosso senhor em termos que te
|
|---|
| [23] | ndo huma moca em sua cassa sua comadre legitima
|
|---|
| [24] | foi tam atrevido que ouve della huma menina esta mosma
|
|---|
| [25] | moca todas as horas se esta queixando e chamando cão dos
|
|---|
| [26] | maos feitos que elle usou com ella e mais he tal que por hu
|
|---|
| [27] | ma divida que devia se tirou huma declaratoria contra
|
|---|
| [28] | elle e se lhe foi ler a sua cassa hum cleriguo que chamão o pe
|
|---|
| [29] | Mel Roiz do luguar da corveira lha leo e andou dois messes de
|
|---|
| [30] | clarado ouvindo missa e fallando como se tal não fora sem os
|
|---|
| [31] | vizinhos saberem nada senão o cura a mais este cleriguo e isto
|
|---|
| [32] | por se sumir que he defet nacão. testemunhas que tudo
|
|---|
| [33] | juraram Ma gomes e Dos soltro Ma Roiz Mel Roiz gi
|
|---|
| [34] | raldo Frco simois Mel frco Mel joao da eira velha
|
|---|
| [35] | Este se chama juzphe da Costa
|
|---|