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J M J
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| [2] | Meu amo e sor
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o Correyo passado me remeteo o Pri-
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| [4] | or de S gonçalo a de Vmce q suponho ja la estava
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| [5] | em seu poder há hũ par de Correyos, e por elle não
sa-
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| [6] | ber a terra aonde eu estava nem lha mandar pro-
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| [7] | curar a não remeteo, tambem enviou a outra de Vmce
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| [8] | pa meu compo ao mesmo Prior
escreveo q se lhe vier
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| [9] | mais algũa ma remeta a Unhão pa onde terá me-
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| [10] | lhor via, e de lá me será entregue com fasilide emqto
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| [11] | por
aqui andarmos q queira Ds seja mto tem-
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| [12] | po; o Correyo passado lhe escrevi a Vmce e lhe pedia
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| [13] | licença pa absolver
hũ penitente do q fosse reserva-
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| [14] | do a esse Sto tribunal, porqto chegou a meus pés dia
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| [15] | de S Martinho e declarou o mal q
padecia e não me
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| [16] | custou pouco a isso mas sei q não fui eu o q lho tirei
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| [17] | do bucho senão Ds q de tal sorte me imprimio o ser
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aquelle sogeito hũ dos tocados e obssessos do demo q
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| [19] | despois de concluida a cofissão o não quis absolver
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| [20] | sem tornar a investir o inimo, athe
q se declarou, po-
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| [21] | rem por então não estava pa fallar na matra e pro
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| [22] | meteo buscarme em certa frega fiada na palavra q
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lhe dei de tomar á minha conta o seu remedio sem
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| [24] | seu prejuizo o q tudo lhe facilitei qto pude: sei o
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| [25] | nome, a caza, o logar, e a frega d onde he, e lhe
dis-
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| [26] | se q se me faltava, como bem se vio porq o demo a
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| [27] | ha de impedir qto puder, havia de procuralo em sua caza
pa q me fosse fal-
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| [28] | lar ao confessionro, entendo q e será licito isto, fazendo por evitar toda a nota
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| [29] | do q suceder o avizarei
porqto á frega deste sogeito não himos senão daqui a 15
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| [30] | dias, pouco mais ou menos; se o diabo ainda fica com esta será pena q sempre
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| [31] | me ha de
lembrar. Isto suposto no cazo q Ds queira q venha e não negue o q co-
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| [32] | migo passou, e o q deixamos ajustado he me preciza
a da licença q pelo
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| [33] | algũa instrução ou advertencia q a Vmce lhe parecer conveniente fazerme
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| [34] | sobre este par porq como o cazo he pouco pratico temo mto o errar; ja pedi algum
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| [35] | conso ao confessor q sei foi de Roza de Margarida,
mtas couzas me mandou
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| [36] | dizer por carta de q me hey de valer se chegar a occazião, e nella me dis tambem
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| [37] | me he necessra licença desse tribunal
pa receber abjoraçois, porq a pra couza q se
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| [38] | ha de fazer he abjurar a Creatura o pacto de esquecimto q
semilhte gente tem
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| [39] | feito, e ja eu observei este esquecimto no sogeito como me parece na carta do correiio
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| [40] | passado lhe insinuei a vmce; mandeme
tambem esta lça e o modo como o farei etc.
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| [41] | Por aqui há hũa praga de benzedeiras, eu nunca fis mto cazo disto em sermõis
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| [42] | nem em confissõis
sómte se acazo sucedia tocarem me nisso, porem aqui com o dezejo
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| [43] | de se descubrir esta tratada toquei tambem nesta matra em algũ sermão, e nas
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| [44] | confissõis
não me escapa, o principal q acho , e meu compo, suponho fás o
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| [45] | mesmo algũas couzas serão de pouca entidade, porem outras graves são.
Vmces
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| [46] | lá farão o q lhe parecer conveniente; mais me tem chegado: porem hũns não sabem
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| [47] | os nomes, outros não sabem as terras, outros não me parecem
sospeitozos: espero noticias de Vmce
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| [48] | ou plo correyo, ou por via do Prior de S Gco q me parece mais certa porq
o correyo pa nós
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| [49] | mtas vezes se retarda porq não pagamos, e por isso ainda neste passado me veio hũa
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| [50] | do nosso gram escrita em
6 de Agosto. Ds gde a Vmce
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Cramos
29 de 9bro. de
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| [52] | 722
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mto amo do C e S
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Fr Antonio das chagas
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Recomendeme ao sor Mel de Vascos do sor
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| [56] | João Frra tive carta este correyo em resposta da outra.
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