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J M J
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Mto Rdo Sor meu
estimo qto devo a saude
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| [3] | de V P e do Rdo camarada, e não menos
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| [4] | a demóra com q andão
por este bairro, por
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| [5] | entender a grde necesside q esses povos tem de
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| [6] | semelhante pasto; e com este gosto vou inter-
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| [7] | tendo a saudade com
q ja os quisera ver
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| [8] | nesta sua caza; mas ainda asim, não haja
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| [9] | nova digressão, pa virem aqui vespera de
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| [10] | Natal como me dis.
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| [11] | Dou graças a Ds
por saber q este sogei-
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| [12] | to buscou á V P ainda q indisposto, porq ja
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| [13] | isso inculca desejo de remedio, e assim se hirá
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| [14] | dispondo.
Aind mais louvo a Ds por se lhe
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| [15] | meter nas mãos o outro infermo e declarar-
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| [16] | lhe o seu achaque. Quando chegou esta de
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| [17] | V P estava eu
dobrando papel pa ecrever
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| [18] | a V P advirtindo o q me esquecera, q achan-
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| [19] | do instromentos maleficiados com pacto, em
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| [20] | todo o modo os
puxasse a ssi pa os queimar
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| [21] | com o exorcismo da Igra; pa ficar de todo
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| [22] | desarmado o inimigo, e livre o infermo.
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| [23] | Agora q
V P o tem na mão, deixeo estar
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| [24] | até mo entregar, porq como ha de ser com
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| [25] | estola e livro, podera causar reparo nessa caza o procurar essas
cousas;
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| [26] | oxalá, seja hũa tenaz de prata com q o inimigo ha mto tempo
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| [27] | nos fas guerra, sem a poderemos apanhar á mão, q a estar
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| [28] | na terra ja a demanda sobre isso estaria concluida. No q toca a fa-
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| [29] | lar esse infermo com aquella animalia, não
venho nisso, porq tenho
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| [30] | por falça athe agora a conversão da caza, e por impossivel moralmte
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| [31] | o estarem remediados porq
mais q se confessassem. Alem de outros
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| [32] | indicios, e do q V P me dis, tenho este nascido da experiencia: e he
q
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| [33] | sendo este infermo hum garfinho daquelle tronco, ha largos 4
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| [34] | annos q se trabalha na sua cura, e ainda se não esgotou o humor
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q tão entranhado lho tinha o inimigo nos tutanos; e sendo de poucos
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| [36] | meses o abalo do Tronco (se he q se abalou) como pode estar reme-
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| [37] | diado o do achaque? e a
terem ainda veneno, como suponho, pode ser
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| [38] | venenozo, o seu trato ao convalescente, como ja sucedeo outra ves,
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| [39] | q lhe falou por conco de
outro chagas, contra o meu, atto de redusida;
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| [40] | e hindo buscar lam, se vio quasi tosqueado. Eu lhe escrevo q não
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| [41] | convem tal conversa, antes fuja, e remetta tudo a
V P:
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| [42] | No q toca a diserme V P q se meteo em hũa cousa perigoza hindo
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| [43] | com olhos em Ds: digo q ha cazos,
q necessamte hão de sahir fora da
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| [44] | regra geral, e este he hũ em q forcozamte assim se ha de proceder, e Deos
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| [45] | q vé os
intentos e necesside assite com speciaes auxilios, e assim intendo
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| [46] | . Se se offrecer
semelhante neces-
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| [47] | sidade, bolva e torne a bolver atras, como se não viera a outra cousa:
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| [48] | antes lhe peço q saindo dessa caza, saia cedo, e vindo pa Pedra
Ma venha
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| [49] | por
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