O autor reflete sobre as diferenças entre as mulheres portuguesas e as estrangeiras. Exprime também a sua ambição de conseguir viver de acordo com a filosofia de Epicuro.
| [1] | Gdes Palacios inculcão magnificencia; mas não se está bem guar
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| [2] | dado dos
tempos com hua cara decente, aonde eu oiça a voz do meu
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| [3] | amo (logo q elega a do som de hũa campainha,
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recado, e resposta de hũ criado estupido, q tudo me repreza o gosto de
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| [5] | desfrutar este prazer, q as almas sensiveis e innovantes
só conhecem.
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| [6] | Que bem se vive com o pouco. não são os Diogenes, e os Crates os meus
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| [7] | Herois, nem também os
Cresos, nem os Alexandres, q no excesso não
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| [8] | pode haver virtde, nem prazer. Só Epicuro me atrai, eis aqui o meu
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Heroe: naquelle tempo, em q a Grecia e em
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| [10] | q os Philosophos
se mordião cruamte, porq sobre as ruinas da sua
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| [11] | se levantava outra mais frenetica, e mais insolente, em q
a difinição
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| [12] | de summo Bem ocupava, e dividia todas as cabeças; o bom Philosopho
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| [13] | quieto, e socegado, inalteravel a ensultos, a desafios, e a imbustes
ouvia a
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| [14] | natureza pura, e innocente, estudava-a, e seguia-a o bem não esta-
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| [15] | va longe, morava no coração do homem: a ordem hé este bem geral; qdo
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o homem sabe do lugar q lhe hé destinado, agita-se, não tem mais do q escu
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| [17] | tar o grito do interno; remette-o
a ordem e feliz; gozava
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| [18] | de hua paz interna q nenhum dos Philosophos podia perturbar: escar
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| [19] | necia os Reis
do povo; mas ajoelhava perante os altares, custava lhe
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| [20] | pouco, respeitava o prejuizo do povo, e antes do paiz, era bom cidadão.
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| [21] | desfrutava os prazeres mas
era a sua virde o
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não em vicio, mas intendemos bem este homem sensato, e ve
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| [23] | remos qto homens
são injustos. Mais ainda levando a VExa s todavia
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| [24] | pode desmandar lhe
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| [25] | hum phantasma triste q
a vista do campo produz sobre a noite.
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| [26] | Agora falando deste q eu trouxe
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| [27] | peço a VExa
q mande dizer ao Sr Branco, a qm eu deixo o q de
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