A autora escreve em nome de um terceiro, José Xavier, transmitindo ao destinatário as últimas notícias sobre a situação política em Lisboa.
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Illmo
Joze Xavier me pede q lhe escreva e lhe diga
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| [2] | q tudo aqui esta soçigado, mas, meu Amo, para
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| [3] | isto chegar o estado em q está, q sustos, q lagri
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| [4] | mas e q disgostos nós tivemos! o Infante fogio,
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| [5] | como sabe, e apos delle foi hindo toda a tropa.
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| [6] | outro tanto fes o Rei e nós ficamos sem tropa
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| [7] | sem, Rei, e sem Governo: estiverão os prezos do
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| [8] | Castello proximos a sahir e os do Limueiro e os da
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| [9] | Cova da Moira com Armas pa nos asaçinar
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| [10] | e robar. porem, o Comerçio e os goardas Naçionais
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| [11] | he q defenderão Lisboa ate q chegou a tro
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| [12] | pa q, chegando aos postos q tenhão dezam
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| [13] | parado, deitarão fora o Comerçio e os Soldados
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| [14] | Naçionais com mto desprezo. emfim, meu Amo,
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| [15] | ja não estamos em tempo de dar novidades
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| [16] | sem q corra risço e por iso não digo qto sei e mes
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| [17] | mo porq ahinda não tenho cabeça apesar
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| [18] | de ter ja dormido duas noites huma hora ca
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| [19] | da noite, coiza q a mto me não soçede. não sei
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| [20] | como não tenho morrido. tenho chorado tanto
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