O autor queixa-se das suas múltiplas dificuldades, incluindo as económicas, e pede ao destinatário que interceda por si junto do rei.
| [1] | snor
minha molher e filha me querem matar e cuidão
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| [2] | q não tenho cuydado e por iso não s espãte V
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| [3] | mçe de o empurtunar mays ameude, eu torney oje
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| [4] | a falar a S A diseme q era mto lembrado de mÿ
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| [5] | q disese a Vm q lhe falase loguo, beyjarlhey
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| [6] | as mãos querer lhe falar amanhã porq aposto a
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| [7] | Vm muy pto e não me sey dar a cõçelho porque
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| [8] | sem ajuda de Sua A não poso meter minha filha
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| [9] | no paço porq tenho as suas joyas empenhadas
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| [10] | e não s esqueça da cadea q lhe dise q tinha o filho
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| [11] | de lopo de pina por cymcoemta mill rs, todas estas
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| [12] | divedas e gastos fiz quãdo fuy plo sor dõ duarte
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| [13] | q samta gloria aja e veja Vm o q poso ter gas
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| [14] | tado des emtão at guora e vera q tall poso estar,
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| [15] | minha molher e eu beyjamos as mãos a sora dona cna
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| [16] | e as de Vm mill vezes
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Seu Svydor
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dõ garcya d almda
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