O autor, que se encontra no cárcere, faz um apelo para uma rápida intervenção na causa que contra si corre no Tribunal do Santo Ofício e queixa-se de ser vítima de acusações sem fundamento, por pura mesquinhez.
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sor
porq eu vym a esta terra confiando no favor de sua
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| [2] | senhoria he bem q lhe de conta do q passo, tanto q deyxey
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| [3] | de o ver logo me prenderam e aynda tem preso na pri-
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| [4] | sam da inquisiçam, dizendo q deyxey de ser frade e me
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| [5] | fuy a ingraterra e digo bem do rey de lla e outras cousas
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| [6] | desta qualidade as quaes todas reduzidas aa verdade não
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| [7] | chegão a ser pecado mortal, pllo que peço a Sua s
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| [8] | faça dar brevidade a minha prisam com justiça por por
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| [9] | q nam coma nella toda e mercee q me mandou
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| [10] | fazer, e se tambem Sua es he servido q eu seja
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| [11] | frade abastava dizerẽmo sem me prender e injuriar
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| [12] | poys venho de boa vontade não pareça que me
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| [13] | escornão a porta do curral aquelles q devião
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