A autora pede ao padre confessor que a ajude e lhe dê remédio para a sua gravidez.
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Mto Rdo Snr vejo a carta de Vmce q estimandoa por sua m
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| [2] | e escandeliza, por outro modo pois ou Vmce não podendo
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| [3] | cudar eu sou criansa cuda sou tão velha q destampo
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| [4] | ou q istou Louca na verdade q as consternasois em q me ve
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| [5] | jo em remedianca q daqui la vai pouco porem inda
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| [6] | me não falta o juizo eu avi de aperzentar no tribunal do
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| [7] | sto ofisio seminhantes couzas qdo eu nem por sonhos la
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| [8] | quero hir bem sei eu suposto he sabeo do corpo q pa a
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| [9] | lma miseria so ificas remedio mas como eu nunca
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| [10] | ei de comfesar o q a Vmce tenho dito so porq la me não
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| [11] | levem e menos ao casere deste musteiro q em mto perigo
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| [12] | ando eu de renegar por instantes quanto mais vendo
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me preza no poder das snras deste comvto q era o mesmo q
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| [14] | algumas comsomiremme e eu fazelo antes q elas o fize
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| [15] | sem nem falar niso he bom, q ja lhe digo tal acuzação
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| [16] | não ei de fazer o q tomara q Vmce me de com mta brev
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| [17] | idade algũ remedio pa o q toca ao ventre fora este tive
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| [18] | mais tres como lhe dezia na carta q se perdeo porem esta
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| [19] | va nese tempo em huma sela fichada q por algum
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| [20] | me fizeram favor de me emprestar q estava dezolapada
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| [21] | e la tive boa ocazião de emcobrir iso, mas agora q is
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| [22] | tou em huma publica q he a q inda me cabe, não sei
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| [23] | como isto a de ser se Vmce me não da algum meio, como tão
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| [24] | esperitual eu vendome em tal comflito me mato e perco
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| [25] | vida e alma o q he snr na verdade a minha ultima re
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| [26] | zulução; os ventres q tenho tido tem sido tres mezes quada
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| [27] | hũ e o q naseo erão humas couzas piquenas como monos
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| [28] | os quais custuma levar qm Vmce pode comsiderar os gera
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| [29] | agora pa se completarem os ditos tres mezes não faltão mais
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| [30] | q quinze dias veja Vmce em q apertos esta a minha vida
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| [31] | e alma, neste comvto; não ha parte de q me eu valha
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