A autora dá conta das saudades que tem do destinatário. Escreve-lhe em tom de brincadeira e relata a história de uma mulher, recolhida no mesmo convento, que não queria casar com um pretendente castelhano.
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| [2] | Snor
bem tenho pera mÿ que faltarme
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| [3] | tatos mil anos novas de vosa m não
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| [4] | vinha senão de o ter por tão es
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| [5] | cusado como a ferugẽ de maio como
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| [6] | me diz mas eu cõ todos estes agravos
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| [7] | não perderei nũca o desejo de as
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| [8] | ouvir e as festejar tãto como
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| [9] | agora fiz ainda que as saudades
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| [10] | sejã mais d outrẽ: não porque
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| [11] | dovide que algũ ora as não
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| [12] | tera tãbem minhas porque
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| [13] | a deus de querer q vosa m
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| [14] | pague tã mal a que lhe merece
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| [15] | tãto mas são isto hũas descõfiãças
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| [16] | q he bõ as vezes telas por se não
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