A autora pede ao destinatário que este a ajude com a transferência para outro convento, para salvação do seu corpo e da sua alma.
| [1] | minhas disgraças asim pelas morteficasois q tem tido como
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| [2] | por discobrir a Vmce a chaga chaga tão vergonhoza e verme se
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| [3] | m o remedio de q caréso os q Vmce me aplica não digo são
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| [4] | maos porem Snr pa eles servirem de proveito não pode ser,
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| [5] | sem primeiro se emvistar a cauza e como a q tem aroinado m
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| [6] | eu corpo e alma seje forsozicima q pode tanto não culpe
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| [7] | Vmce em tudo o demonio q ha criaturas q milhor q ele faz
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| [8] | em a sua figura como as q me tem emsintado e so por morte deicha
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| [9] | rão de porzistir neste comvto bem digo eu e não o demonio pe
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| [10] | la minha boca q emremediavel esta a minha salvacã
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| [11] | o e visto andar Vmce trazendo a pratica huma alma q perdida
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| [12] | esta no maior perigo de se aruinar, pa sempre e estando o rem
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| [13] | edio em lansarme fora desta clauzura pa donde me posão
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| [14] | transferir pa outra donde não sei posa ser couza do deminio
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| [15] | acharme aqui perdida e querer noutro comvento buscar
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| [16] | a minha salvação; como ele tambem tente os justos com mta cauza
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| [17] | pudera eu dizer q ele a Vmce desvia de fazer esta caridade, e obrig
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| [18] | ação de bom catolico pa toralmte me pesepitar, nos abismos e a
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| [19] | Vmce ter esta grave culpa q lhe arguir, emfim fasa o q a sua com
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| [20] | siençia lhe pedir q eu pela sua boa vida e notavel openião
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| [21] | tenholhe dado conta da minha com a verdade q pormetira e co
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| [22] | asim não fose pois isto são couzas tão paradas q não era posi
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| [23] | vel entrar aqui mentira asim Snr eu dezejo salvarme e isto
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| [24] | aprontisima pa tudo o q Vmce me detreminar no serviso de
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| [25] | Ds lhe ter a maior obdiençia mas noutro musteiro pois me
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| [26] | he este tão nusivo a minha salvação; q ha ano e meio q m
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| [27] | e comfeso e as vezes q tenho comungado tudo nulo e sacri
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| [28] | ligo, e doutra sorte o não poso fazer inda q queira eu nesta
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| [29] | comfição não me quis comfesar e menos comungo porq a faze
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| [30] | lo sertamte avia de obrar o mesmo q Vmce sabe ja obrei, e dir
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| [31] | eitamte me não poso comfesar inda q morra estando neste
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| [32] | comvto; agora se dis he couza do demonio, não se emgana mas noutro
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| [33] | sentido do q Vmce o dis, pois bem demonio he quem me tem che
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| [34] | gado a este mizaravel estado, e o q embarasa o meu remedio
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