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Maarten Janssen, 2014-
| Resumen | O autor denuncia um caixeiro de armazém de vinhos, acusando-o de se manifestar contra o governo de D. Miguel e de possuir um exemplar da Carta Constitucional. |
|---|---|
| Autor(es) | Anónimo3 |
| Destinatario(s) | Anónimo4 |
| Desde | Portugal, Lisboa |
| Para | S.l. |
| Contexto | Vivia-se o reinado de D. Miguel, rei que desenvolveu um vasto aparelho de espionagem (visível aliás na correspondência para o ministro da Justiça) e cujos métodos repressivos ficaram célebres. O ambiente de perseguição encheu de presos as cadeias de Lisboa e muitos aí pereceram, como os liberais Pedro Melo Breyner e Manuel Borges Carneiro. Mais modesto era o réu deste processo: a Guarda Real da Polícia, depois de recebida a denúncia anónima aqui publicada, prendeu prontamente o denunciado, Manuel Luís Pereira, caixeiro de armazém de vinhos (taberneiro) e deu parte dele à justiça. No processo está incluído, como prova sobre a qual o réu foi interrogado, um exemplar da Carta Constitucional (Lisboa. Na Impressão Regia, 1826). O processo inclui um documento ("Parte da Guarda Real" de 8/1/1832) em que se relata a atuação dos guardas: “Em consiquencia de huma annonima que hontem foi emtregue ao Commande. da Guarda da Praça da Figra. pr. hum indeviduo q. logo se retirou, na qual o delinqte. é acuzado de dezafecto a sagrada cauza da rialeza, o fiz prender hoje pelas 6 horas da mmanhaã no mencionado armazem, pelo sobredº. sargento, cabo, e soldºs., sendo-lhe emcontrada em hum armario q. tem no indicado armazem a carta constitucional impreça, a qual como a mmª. annonima, e delinquente, faço apprezentar a Va. Sa. q. determinará o que for servido.” O réu reclamou sempre a inocência, mas teve por pena sair de Lisboa e recolher-se à sua terra de origem, Valadares. |
| Soporte | quarto de folha de papel não dobrado escrito no rosto e com sobrescrito no verso. |
| Archivo | Arquivo Nacional da Torre do Tombo |
| Repository | Casa da Suplicação |
| Fondo | Feitos Findos, Processos-Crime |
| Referencia archivística | Letra M, Maço 9, Número 7, Caixa 19, Caderno [2] |
| Folios | [1]r-v |
| Transcripción | Sara de França Sousa |
| Revisión principal | Rita Marquilhas |
| Contextualización | Miguel Cruz |
| Normalización | Ana Luísa Costa |
| Anotación POS | Clara Pinto, Catarina Carvalheiro |
| Fecha de transcipción | 2009 |
|
1832. Carta anónima dirigida a um cabo da Guarda Real da Polícia.
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