PT | EN | ES

Main Menu


Powered by <TEI:TOK>
Maarten Janssen, 2014-

PSCR0574

1719. Carta de Gaspar de Matos Fonseca, produtor de aguardente, para a sua cunhada, Isabel da Ribeira.

Author(s) Gaspar de Matos Fonseca      
Addressee(s) Isabel da Ribeira      
In English

Family letter from Gaspar de Matos Fonseca, a brandy producer, to his sister-in-law Isabel da Ribeira.

The author lets the addressee know that her husband has remarried.

José de Matos Fonseca was a tailor from Évora who married first with a woman in Castile and then with a woman in Lisbon, although his first wife was still alive. His brother was the one who denounced him to the Inquisition. The defendant was exiled in Brazil for five years.

If there is no translation for the letter itself, you may copy the text (while using the view 'Standardization') and paste it to an automatic translator of your choice.

Javascript seems to be turned off, or there was a communication error. Turn on Javascript for more display options.

Irmaã minha, e snra Muito me alegrei com as suas novas de vmce por ver nellas q lograva felis saude; Nosso sor lha conserve por mtos annos com mta paciensia pa sofrer tantos trabalhos, Eu, e sua cunhada Maria Mendes ficamos de saude Ds louvado e nos recomendamos com mil saudades a vmce e a noso sobrinho, e a nossos cunhados, e cunhadas

Snra No tocante a seo marido Jozeph tem sido falço tanto a vmce como a El Rey de Castella, e como a El Rey de Portugal costume mto a ter noticia certa ahonde elle estava eu fui o pro de janro a Lxa, estive com elle, e o achei cazado naquella corte com Joanna dos Santos com qm eu tambem estive, e conhesi de certeza estar recebido com ella, e chamando a elle em segredo lhe dice como estava cazado sendo sua pra molher viva pois a tinha em minha caza e elle tomou tal sobresalto q me não soube dar respta, mas logo o levei comigo a fallar com hũo frade de são Dos pa q o aconcelhace e se fosse acuzar ao Tribunal do sto offo pello não prenderem, e o asoutarem, e mandarem pa as gales, e se fosse logo fazer vida com sua mulher, e elle me deo pallavra de hir, mas suponho como treydor em tudo o ha de ser. A noticia q me veyo neste correyo de Lisboa foi q ha outto dias não aparesia ja, e agora não sey pa honde elle foi pode vmce suppor q he veuva, e fazer bem pouco cazo delle pois não tem cara pa apareser diante de qm o conhece e se eu tiver noticia delle eu o hirei bus Eu o hirei buscar, e o levarei comigo pa fazer vida com vmce, e pode estar descansada nese negocio porq lhe hei de fazer toda a diliga, e o não ter escripto a vmce pa lhe dar conta do q se passava hera por não ser ahinda a notisia certa do q se passava. No tocante ao q vmce me manda dizer de meo sobrinho determina sua Tia q se vmce o quizer deixar vir pa sua companhia q tratará delle como seo filho e rezolvendose vmce a deixalo vir me remetta huma carta por qualquer almocreve q venha pa este reyno que logo a hirei buscar, e não necessita a mandar por Rios a fazer custos, e a carta virá dizendo no sobreescripto a gaspar de Mattos q fas agoa ardente atras do Convento de Santa Catharina o proprio entregara a vmce vinte, e quatro rialles pa vmce lhe pagar o seo trabalho e de sua cunhada aseite vmce hũo abraso, e outro a seo sobrinho, e eu fasso o mesmo e pa tudo o q tiver prestimo fico pa lhe obedeser a qm Ds gde mtos annos. Evora 10 de fevero de 719 annos

deste seo cunhado q mto lhe quer Gaspar de Mattos da Fonca


Legenda:

ExpandedUnclearDeletedAddedSupplied


Download XMLDownload textWordcloudFacsimile viewManuscript line viewPageflow viewSentence view