Manuel Mascarenhas escreve à mãe dando-lhe notícias suas e instruções sobre o que a família deverá fazer no âmbito de um processo.
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Ao portador devo muitas obriguaçõens,
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| [2] | elle darà mais novas minhas, e do que
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lá se ha de fazer; eu fiquo muito
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| [4] | ançiado para mor de
VM, e das minhas
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| [5] | Irmãns, que me pareçe para
sahir com
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| [6] | brevidade, ser forçozo falar nellas;
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| [7] | eu por não ter
contradittas, fico confesso
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| [8] | mas como não falei em parentes, devo
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| [9] | fiquar
qua, para outro Auto, e se sa-
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| [10] | hir neste serà a morrer, porque
reçeo
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| [11] | que não possa sofrer os tratos, e se
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| [12] | assim for, hey de disdizerme,
antes
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| [13] | do que falar em VM
ou em Thomar,
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| [14] | e se qua
ficar será neçessario, que
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| [15] | minhas Irmãns se aprezentem, bus
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| [16] | cando
primeiro alguem, que as ins-
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| [17] | sine o que hão de dizer, e o que hão
de
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| [18] | responder, às ceremonias todas, e di-
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| [19] | zer somente, que
guardavão os sabados
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| [20] | e o mais que este portador disser.
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| [21] | A Joze
cardozo de Lisboa pode
vm
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| [22] | mandalo chamar, para que as va
in-
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| [23] | dustriar que não se impliquem nos
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| [24] | dittos huã, com outra, e dirão
que as
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