Maria Lourenço escreve ao seu irmão lamentado o facto de ele não lhe dar notícias e pedindo para a ir buscar a Lindoso.
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Irmão da minha alma
não sei q a
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| [2] | q atribua a falta de novas de Vm a tantos
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| [3] | tenpos mto me escandilisa tanto descudo
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| [4] | porem mais me satisfarei cõ elle q cõ do
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| [5] | ensa q seja cauza de me faltar este
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| [6] | bẽ q hé o q de q vivo nesta auzencia
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| [7] | e asi peso a Vm pello mto q lhe quero se
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| [8] | lenbre de min q não mereso descudarse
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| [9] | Vm de min q quem vive auzente de tão
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| [10] | bõ irmão como Vm não tẽ alivio senão
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| [11] | estar cõ os olhos no caminho pera aliviar
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| [12] | minhas saudades, tãobẽ me acompanhão
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| [13] | mtos agravos da snra minha Cunhada
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| [14] | q tendolhe esCrito tres vezes de nhuã
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| [15] | tive resposta e asi tenho detrimindado
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| [16] | de não esCrever mais pois dão Vms a em
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| [17] | tender q se emfadão cõ minhas cartas pois
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| [18] | não responde se Vm asi fas farei de conta
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| [19] | q não tenho nimguem, e asi como Vm escre
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| [20] | veve pera outras partes tãobẽ me pudera es
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| [21] | Crever duas Regras e avizar me de sua
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| [22] | saude q permita o ser q seja senpre
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