A autora agradece a sua carta de alforria. Escreve longamente sobre
assuntos de devoção e pede no final uma esmola para fazer um ramalhete
para pôr nas mãos da Virgem.
| [1] | os não deixa Chegar a sua obra e antão eles todos furiozos Rodeão as
|
|---|
| [2] | obras do Snor e Latem e porCurão os homens por seus validos pa
|
|---|
| [3] | sua sizania e embustises eu bem sei q qm esta de Longe ouve men
|
|---|
| [4] | tiras qdo La chegão emfeitadas e Crém q asim he mas qm tem feé e
|
|---|
| [5] | Cre q as obras grandes do Snor Sempre forão perseguidas não da Credi
|
|---|
| [6] | to mas vmces deichãose Cahir nesa tentasão porq o instrumento q
|
|---|
| [7] | trose he vil q sou eu e o meu Pe Franco sendo menistro he pobre pa
|
|---|
| [8] | Com o mundo e mto Rico pa Com deos pois o Snor o escolheo e lhe emtregou
|
|---|
| [9] | o seu gado pa vmces terem maior fee vejão se neste Rebanho tem al
|
|---|
| [10] | gũas pesoas grandes e sabias senão pequenas e ignorantes vejão q os
|
|---|
| [11] | grandes do mundo imitadores de Lucifer na falsa siencia se algua
|
|---|
| [12] | nada Comnosco todos nos abominão o pequeno povo segueno a ele a
|
|---|
| [13] | sim Como os Anjos pequenos seguirão a Lucifer qdo despenhara do
|
|---|
| [14] | Ceo pa o inferno aLevantem vmces o emtendimento e ponderem no naci
|
|---|
| [15] | mento de deos menino no prezepio vejão se estão algũas pesoas gran
|
|---|
| [16] |
des do mundo adorandoo excto os tres os Reis q vierão de mto Longe ado
|
|---|
| [17] | ralo Levantem o emtendimento e ponhão em o apostolado do Snr e ve
|
|---|
| [18] | jão se o Snor Levou La algum homem grande do mundo exceto são
|
|---|
| [19] | Bertholameu q os mais todos herão pobres pesCadores e humildes
|
|---|
| [20] | Levantem a Considerasão e vejão se houve Mestre no mundo ou ha de
|
|---|
| [21] | haver Como hum Ds homem emsinando os humildes e fugindo dos
|
|---|
| [22] | grandes; todo o seu negocio he proCurar os piquenos pa quebrar a
|
|---|
| [23] | Cabesa da Soberba dos grandes vejão se houve naCimento ou ha de
|
|---|
| [24] | haver Como o de hum Ds humanado feito homem pois Snors Como
|
|---|
| [25] | nace este Snor em tanta vileza e baixeza Sera por não haver no
|
|---|
| [26] | mundo palacios a Sua Satisfasão sera sendo ele qm he sim porq os nosos Corasois
|
|---|
| [27] | he q ele quer por Caza e as nosas almas por palacio e as nosas por trono e as nosas emClinasois e afectos por Anjos e Serafins
|
|---|
| [28] | q o Louvem e o adorem e os nosos dezejos por Servos q o sirvão e a nosa
|
|---|
| [29] | feé por agrado q o ame e a nosa esperansa por maxima q o siga e a no
|
|---|
| [30] | sa Caridade por fogo q o aquente q ele esta tremendo Com frio e a
|
|---|
| [31] | nosa vontade por afecto e Caricia q o agalante q ele he menino
|
|---|
| [32] | Chorando; e Como os piquenos são pobres de espirito Com asistencia da sua
|
|---|
| [33] | divina grasa podem de milhor vontade dar a ele esta gloria aCidental
|
|---|