A autora escreve a seu pai, Pedro Rodrigues Arvelos, falando-lhe de assuntos espirituais, mas tocando também em assuntos mundanos: refere o incêndio de um navio onde estaria um tio, de que receberam notícias pelo barbeiro; acrescenta no final umas palavras dirigidas ao irmão, a quem recomenda orações para fortalecer a memória; manda continhas e uma fitinha de presente.
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q o snr ilustra huas criaturas tão inorantes digo a vmces
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q
sertamte estiverão mui bonitos e o rey corou porem tive o
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| [3] | de q
vmces não tivesem a fortuna de estarem tãobem nesta sta
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| [4] | conpanhia porem a sua mizeria em q
vmces cahira não nos fasa resiar
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porq Minha Madre e Meu Pai são tão binignos q o seu mahior
garbo
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| [6] | he aMarem e fazerem bem a quem lhes fas mal e o seu gosto he
perdoa
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| [7] | rem e dezejarem os nosos aumentos espirituais q todo o
seu cuidado he
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| [8] | buscar almas para Ds e conduzilas para
os o çeo se vmces os procurarem
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| [9] | arependidos eu
lhe premeto q os on de açhar todos amantes e piadozos
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porq ninguem os tem ofendido nem ofende do q eu mais nunca
me querem
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| [11] | dezenparar senpre me
procurão com aMor de Pais e com isto não
enfa
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| [12] | do mais a vmces
aseitem da nosas irmas saudades sem fim todas in geral e nossa
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| [13] | irma Anna do santisimo corasão de maria escreve a vmce e eu ei de
estimar
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q
vmces aseitem tudo coanto ela dis porq ela não he q o dis sim Ds
q
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| [15] | por entersesão de nosa Madre procura todos os mehios para q
vmces se apro
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| [16] | veitem da sua eransa e se todos os filhos herdão di
seus pais os verdadei
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| [17] | ros filhos desta Mai on de erdar tãobem dos seus bens
q he os mirisi
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mentos de jezu cris o perdão das culpas e o
gozar de Ds na sua alegre
conpanhia
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| [19] | para senpre e q mais devemos dezejar hum bem tão
grande nos oferese
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Ds por esta sta protetora e nos desprezamos esta sua
eransa para erdar
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| [21] | mos as penas eternas q nos premetem as nosas
maldades enfilizes pecadores
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| [22] | fasamos da nosa parte coanto pudermos con toda a
nosa pubreza por siguir
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| [23] | os pasos de nosa Madre q se asim o não
fizermos vamos erados saudades
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| [24] | e mais saudades a meu avo e a minha avo e meu
tio e minha madrin
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| [25] | ha e meu Mestre e todos de caza e conhesidos a
snra Maria Madalena
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| [26] | e suas filhas não fiquem de fora a irma jenoveva
irma Maria jasinto
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| [27] | e irma francisca jozefa pedem a vmces
q esta haja por sua e pedimos
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juntamta a suas bensão Meu tio q
as a nau de gera esta nes
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| [29] | te
rio de janeiro q ca o esperamos e logo nos tres dias depois de
chegar
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| [30] | lhe hia sosedendo grande desgrasia porem ouve enbargobo enbargo senpre se
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| [31] | queimou algua fazenda e pirigarão vinte
seis pesoas q nos dise o noso
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| [32] | barbeiro q tinha hido
ao spital sa q estavão bem maltratados athe
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vespura de reis dis q tinha morido ja seis Ds
Gde a vmces senpre debai
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| [34] | xo do enparo de nosa madre
q he qm nos livra de tantos mal se ela não
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| [35] | fora
crehio q toda a nau se destruhia porq asim como entrarão
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| [36] | a tocar entrou a enplorar a Ds secoro e Ds a ouviu
mais he tal
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| [37] | a nosa Mizeria q não conhesemos isto por castigo mais
sim temos por
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