O autor conta um seu desgosto amoroso e fala do panorama político em Lisboa na semana da morte do rei D. José. A Inquisição resumiu-a assim: "Carta de Anacleto Joze Rodrigues em que lhe da noticia da morte de El Rey D. Joze 1º carpindo em metafora de tutelar Numen arruinados seus interesses e traz a palavra =Ente que nos pudemos comprehender=".
| [1] |
haverá mais desgrasada creatura? q me faltará
ma
|
|---|
| [2] |
is q me atormente? julga tu como estarei, em q
mise-
|
|---|
| [3] | ravel estado se achará este corpo, este Corasão
|
|---|
| [4] | esta alma com a total
separasão daquele tutelar
|
|---|
| [5] | numeno; e este foy o enviolavel descreto do En-
|
|---|
| [6] | te
q nos podemos comprihender: ah, pensa
|
|---|
| [7] | tu
em q tribulasão, em q
remorsos não arde este
|
|---|
| [8] | peito: emfim mas não não o poso
não tenho va-
|
|---|
| [9] | lor pa o dizer,
finalmte não existe D. Th....
|
|---|
| [10] | em S. e
viverei eu? aDs não poso mais.
|
|---|
| [11] | Morreo o noso
augusto monarca, temos
|
|---|
| [12] | as mais solidas esperansas de hum reinado
felisisi
|
|---|
| [13] | mo, do Marquez se fala
claramte e disem esnor-
|
|---|
| [14] | midades dele, todo
povo não cesa de falar e dese
|
|---|