O autor pede desculpa por ter faltado a uma sessão de denúncia, salientando que estava doente.
| [1] |
Com mta Rezão se pode vm queixar de o não buscar
|
|---|
| [2] | mtas vezes, mas como nas horas em q eu o podia fa-
|
|---|
| [3] | zer tendo saude vm era ocupado, o deixei de fa-
|
|---|
| [4] | zer, Agora desd o natal pa cá não tive hũ dia de
|
|---|
| [5] | saude, e passa de cinco meses q não fui fora desta
|
|---|
| [6] | casa mais q hũa vez q me foi forçado, e vim com
|
|---|
| [7] | mais de vinte empollas mores q camarinhas q todas
|
|---|
| [8] | vierão a furo e de novo me empossebelitarão
|
|---|
| [9] | pa me poder calçar, pello q tenho çertas cousas to
|
|---|
| [10] | cantes ao sancto offiçio, com mto largas tas e mto
|
|---|
| [11] | mor prova, e tambem tocão a vm pello q me vai mto
|
|---|
| [12] | mais em as tratar ainda q he com mto Risco de mi
|
|---|
| [13] | nha vida sabendosse por qualquer via q for por
|
|---|
| [14] | quanto se fiou esse negocio de mĩ estando eu na ca-
|
|---|
| [15] | ma, e não foi possivel hir eu fora como açima
|
|---|
| [16] | Digo pellas sobredittas Rezõis, e porq tambem
|
|---|
| [17] | alem de vm toca a çerto inquisidor q eu não creio,
|
|---|
| [18] | mas fazendosse Deligençia as tas falarão, mas o in
|
|---|
| [19] | quisidor procurava proveito e honrra, e a vm pro
|
|---|
| [20] | curavão lhe morte, dizendo mais mtas deshonrras
|
|---|
| [21] | contra vm, a q eu acodi como tenho obrigação fazer
|
|---|
| [22] | sempre pellas cousas de vm ainda q eu saiba ser assi
|
|---|
| [23] | o q disserã, quanto mais sendo a mor mintira que se
|
|---|
| [24] | podia invẽtar
|
|---|