Rosa Maria Egipcíaca escreve a Pedro Rodrigues Arvelos e à mulher, Maria Teresa, a falar-lhes de assuntos devotos e religiosos. Refere um parto recente de Maria Teresa e o facto de o recém-nascido ser seu afilhado. Dá conselhos sobre como os destinatários devem castigar uma escrava (mas ao mesmo tempo tenta defendê-la). Desaconselha a proximidade entre as filhas dos destinatários e as escravas, contando a propósito uma anedota edificante sobre a virgindade. Refere uma causa jurídica em que está envovido o destinatário e fala dos homens da Justiça como "cegos e sem luzes da Razão". Ensina uma oração a São Francisco de Paula para protecção nessa causa. Dá notícias das filhas dos destinatários que estão no Recolhimento, sendo que uma tem "uma dureza na barriga".
| [1] | J M J A J a santisima Trindade
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| [2] | asistão na Compa de vmces
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| [3] | Meus mtos queridos filhos e ComPadres e Senhores Pedro Roiz
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| [4] | alvelos e Maria Thereza de Jezus Resebi a de vmces Com mto
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| [5] | gosto e prazer e estimei mto q minha Comadre e filha tive
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| [6] | se bom suseso ainda q Com trabalho e perigo nem eu espera
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| [7] | va menos em minha snra do parto q ela deichase de acudir
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| [8] | Com o seu patrosinio em similhantes apertos pois he adevogada
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| [9] | das cazadas vmces não se esquesão dela vmce quando se vir neses
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| [10] | perigos antes do tempo fasalhe hua novena Com hua vela de li
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| [11] | vra aseza ainda q não tem la a sua Imagem basta a lembr
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| [12] | ansa e a Tensão em Como esta na sua prezensa e na sua Igreja
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| [13] | porq diante da sua Imagem sendo de snra he a mesma sra do
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| [14] | parto pesalhe pois q pelo seu felesisimo parto e alegre pra
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| [15] | zer de dar o mundo Jezus lus bemdita do seu ventre q lhe dee
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| [16] | boa hora pa dar o mundo o infante ou emfanta q no seu ventre
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| [17] | troser para ser servo ou serva sua e com estas petisoins ha de ser
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| [18] | q, ha de emplorar o seu patrosinio; estimei mto e mto q meu filho; e a
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| [19] | filhado sahise a lus Com perfeisão os seus Santisimos padrinhos e madri
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| [20] | nhas J M J A J e o santisimo menino jezus da prinsicula zelo do bem
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| [21] | das nosas almas a qm ja emtreguei e emtrego como filho contado no
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| [22] | numero da sua familia o Crie pa hũ das Culunas da sua Igreja eu
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| [23] | lhe deito a ele a minha bensão unida Com a sua deles pa q seja; hũ,
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| [24] | varão perfeito dos seus gostos e beneplacitos e nosos eu fico a
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| [25] | sestida de saude ainda q limitada e asim como he a ofereso o dis
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| [26] | por do serviso de Deos e de vmce e de toda esa nobre Caza vejo o que
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| [27] | vmce me dis qi tem Ma banguela no tronco vai por dous mezes por
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| [28] | Conta de sua despravada vida e q dizem a vmce q ela foi a cauza
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| [29] | dese afogar o qi se afogou eu nese cazo dou hũ ponto na boca mas
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| [30] | só digo e sei qi ela não foi he menos verdade deses q dizem hi
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| [31] | so eu não digo q ela como mizeravel tivese algũa, queda com e
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| [32] | le mas q fose horigem da morte não nem eu poso dizer como
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| [33] | foi esa morte dese mizeravel nem a mim me cabe na boca di
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