A autora escreve de novo ao seu irmão, Joaquim Norberto, com indicações sobre o seu processo.
| [1] | Mano
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| [2] | No dia 20 te escrevi huma Carta q
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| [3] | mal sabia o q te avia dizer pella afli
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| [4] | ção em q estava porem agora q estou
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| [5] | em maior socego te vou a dizer. O teu
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| [6] | Crime está em boa figura e tenho toda
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| [7] | a esperança em sahires dessa prizão com
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| [8] | brevide pois a pra sentença he julgada
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| [9] | pello juis do Crime e como este está mto
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| [10] | empenhado sentencia á teu favor Qto
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| [11] | a promeça q quéres se faça o Escrivão
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| [12] | julgua desneceçária Do Joze dizem mto
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| [13] | mal e he vós conste q he dezertor de 3 re
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| [14] | gimtos e mais Ladrão e matador Agora tenho
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| [15] | por nuticia ahi está a Mai bem me cus-
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| [16] | ta se ella aqui viér pella triste figu-
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| [17] | ra em q á de vir vé se a desperçuádes
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| [18] | de tál Agora de q devemos coidár he
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| [19] | de se apromtár o dinro pq eu não posso
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| [20] | aranjar ninhum pella rezoens q ja
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