O autor defende-se em relação às queixas de um terceiro, Fernando de Ataíde Vasconcelos, e queixa-se ele próprio de falta de dinheiro.
| [1] | mas agora falando entre amigos sem
Paixão
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| [2] | a que Vilão Ruin se lhe nega a Comida quan
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| [3] | do os casos são semelhantes. avendolhe dito a
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sua mr que eu não tinha Renda nem oficio
nem
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| [5] | minha prima ganha para mo dar que eu lho
ei
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| [6] | de dar a ella, e agora o primeiro que mete em
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| [7] | Rol sua mr he o que tenha Comido e diz que
elle
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| [8] | nem tem obrigação de me dar de comer nem de
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| [9] | pagar minhas dividas Como se eu lhe pedise
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| [10] | que mas
pagase e outras semelhantes palavras
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| [11] | mas o sor dom fernando não fora fidalgo se não fora
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| [12] | vario
nem discreto se não fora descomfiado nem
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| [13] | ho tivera Por portugues se não chorara o dinheiro
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| [14] | mas Como ja lhe
sei o Remo não me agasta muito
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| [15] | so
me peza das duvidas que tera V m por aver
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| [16] | abonado o que não Vio ainda Porem Dolhe
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| [17] | minha palavra que em nenhum
tempo se
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| [18] | posa V m queixar de mim que juro aos
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| [19] | sanctos da corte çelestial que alem do
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| [20] | dinheiro
do sor D fernando tenho gastado
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| [21] | de casas e prestado mais de quarenta mill
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| [22] | Reis
porem farei Rol de todas has pesoas
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| [23] | de quem Comprei o que me Custou e que
Cousas
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| [24] | e severar q não gastei Para mi uns capatos
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| [25] | e pello sanctissimo sacramto
que me não estre
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| [26] | vi a Comprar un chapeu e mo deu um meu
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| [27] | amigo q Conhece caçeres alem disto
diz o sr
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| [28] | D fernando que não ha libros eu lhos
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