O autor, residente no Cairo, dá cabais informações ao embaixador português em Roma: refere-se longamente a assuntos de política, viagens, comércio e relações pessoais.
| [1] | navegasse pera ormus, e os direitos que
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| [2] | quer outro porto do estreito ao turco pagão, pagasse a s Al
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| [3] | e dali poderião levar os mercadores suas roupas
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| [4] | q hé porto do sophí e dali por terra a halepo, e damasco,
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| [5] | como agora fazem/ resultarião daqui mtos proveitos
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| [6] | a s Al, o primro q descarregando os mercadores suas
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| [7] | mercadorias em ormus não se poderia furtar tãta
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| [8] | quantidade de pimta| como por qua se faz/ o 2º q paga
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| [9] | rião os direitos em ormus/ o 3º q não vindo por
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| [10] | esta parte nẽ po aqlla tanta quantidade de pimẽta
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| [11] | serião venezeanos neçessitados hir po ella a portugal/
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| [12] | o 4º e mais importante q vedandose esta navegação
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| [13] | o turco não teria gales em moquá, nẽ averia suaquẽ
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| [14] | nẽ coçer e o estreito não seria tão abũdante de naos
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| [15] | gelvas e outros navios como agora hé/ e não leva
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| [16] | rião a india tantas mercadorias ao bem dos nossos
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| [17] | tão contrairos como agora levão/ poq as naos q pa
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| [18] | a india vão não levão senão cobre, azouge, enxofre,
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| [19] | lanças, espadas, cavallos, e turcos/ veu q cada ano vẽ
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| [20] | hũa nao de surrate mto grossa carregada de pimta e não
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| [21] | leva outra cousa q armas e turcos cõprados po seu
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| [22] | dro/ ora os capitães de s Al não vem isto/ porq
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| [23] | dara o visorrei cartas ao capitão de surrate pa po
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| [24] | der mãdar naos ao estreito pois hé çerto ser imigo e não
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| [25] | pretẽder outro q nosso dãno e avisar os turcos de nossas
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| [26] | cousas/ contẽtome cõ aver tocado estas cousas assi em
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| [27] | breve sobre as quães creo fará vs o descurso neçessario/
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Manda o visorrei tres catures ao estreito a quẽ novas
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| [29] | d armada, nũqua tamanho erro ví/ o suez
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