O autor sossega a sua amada em relação ao perigo de serem denunciados; recomenda-lhe que queime, ou pelo menos esconda, as cartas que ele lhe tinha enviado.
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J M J
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| [2] | Snora
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Essa carta foi feita hontem pellas des horas da noute
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| [4] | e hoje he q me aconteceu isso com o Guardião vmce ven
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| [5] | ha quando lhe pareçer ca a igreja porq a mim basta vel
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| [6] | la e nos temos o mosso e papel Ds dara e por carta contasse
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| [7] | tudo não tenha cuidado em mim porq em o Guardião conhe
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| [8] | cendo a falsidade do dito q ainda não foi a emquizição
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| [9] | tomara eu saber quem lhe pega quer q a mande he bem
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| [10] | tolla coitadinha tenho do della mas tenha paciençia contra
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| [11] | Ds nimguem pode fazer nada hoje tive grande comsolação
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| [12] | de lhe dar a comunhão ha mto tempo q dezejava isto Bem-
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| [13] | dito seja Ds q tanto me favoreçe estas cartas guardeas mto
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| [14] | bem ou queimeas e agora por isso mesmo hei de la hir cedo de
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| [15] | pois de vesporas hei de pedir hua tarde licença pa q me vejão
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| [16] | não se mostre sentida por amor da Thareza cante alegrese
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| [17] | e aDs q agora não tenho mais tempo seu Venerador
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| [18] | e mto leal servo
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E a
esteja vmce descancada q ella não ha de ca tornar o Guardião
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| [20] | cuidava q eu não sabia ainda disto e asim como vio q eu logo
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| [21] | lhe fui contando tudo ficou mais alegre e tudo hera dizerme
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| [22] | ouça e eu ja sey he asim e asim en quando lhe mostrey o pa
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| [23] | pel disseme esta feito nos fallaremos mais devagar e fomos
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