O autor sugere à amiga que façam uma aposta sobre o caso da vocação de uma beata.
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Louvado seja Ds
E dey a vM minha Sra Ma Pimta
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| [2] | da Sylva, ao Sor Nuno Barreto Fuzeyro, e a
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| [3] | toda a familia aos quays todos me reco
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| [4] | mendo com mtas lembranças, mto bons
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| [5] | annos com huma e outra saude pa lhe fa
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| [6] | zerem mtos servissos.
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Eu seja o Sor Louvado cheguey a esta villa
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| [8] | molestado de huma perna por cuja cauza
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| [9] | estive quatorze dias sem dizer Missas, porem
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| [10] | nesta molestia tive por mim hum sinal
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| [11] | mto grande de não ter couza de perigo, e
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| [12] | era a certeza em q estava de ser o varomão.
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| [13] | Tambem tive hum grande alivio, e foy q fa
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| [14] | zendo-me esmolla de me vixitarem tres
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| [15] | medicos e hum Cirurgião foram todos de tão
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| [16] | linda condição q logo me mandaram q a
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| [17] | o jantar comesse ou galinha, ou carneyro,
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| [18] | e bebesse vinho: só hum destes me parece
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| [19] | ter hum pouco de inpertinente em ser de
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| [20] | parecer q tomasse hum par de sangrias: por
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| [21] | respondendo eu q não queria tanto, q com me
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| [22] | nos me accommodaria, e q eu me dava por
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| [23] | satisfeyto com o carneyro, e o vinho, e q de boa
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| [24] | vontade lhe quitava as sangrias, elle se ac
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| [25] | commodou. A noyte me ordenaram q come
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| [26] | se o q eu quizesse: eu fiz eleyção de hum prato
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| [27] | de migas d' alho, e outras vezes humas fatias
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| [28] | de pão torradas molhadas em vinho, e sumariamte senpre ladrilhava a obra com hum pedaço de marmellada curaram me com huns
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| [29] | lavatorios, e com huns unguentos, deram-me huns charopes, e huma purga tudo acceytey com boa vontade
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| [30] | mas o em q mais resplandeceo a minha conformidade foy no regimto porq ou fosse porq o tomey com boa vontade, ou fosse porq se accommodou com o meu genio, confesso q me pareceo breve o tempo delle; e finalmte
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| [31] | sahi da cura mto mays bem disposto do q estava antes de adoecer: nesta forma estou pa servir a vM.
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| [32] | e pa a encomendar a Ds como faço e como devo por mtas razoens. Nas matereas de Inez da Concey-ção (q tambem sam minhas, antes no pennal serey eu insensato se as não considerar mays minhas do
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| [33] | q suas; porq se eu lhas approvey e ainda approvo por boas santas, e de Ds e abayxo do q a fé me encina, hé hũa
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| [34] | das couzas em q estou mays inteyrado, se ella porq as teve boas está reprehendida, affrontada, e castigada
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| [35] | no corpo, eu q lhas approvey e approvo, me devo considerar reprehendido affrontado, e castigado na alma)
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| [36] | Nas matereas, torno a dizer de Inez da Conceyção estou de maneyra q pa o explicar a vM me
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| [37] | pareceo pedir a vM hum de doys favores, e vem a ser, q ou me dey licença pa lhe chamar
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| [38] | A sora D Maria de Sam Thomé, ou haja por bem de q façamos ambos huma apposta: e será:
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