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Maarten Janssen, 2014-

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1730. Carta de José de Santo António, frade, para a Inquisição de Lisboa.

ResumoO autor denuncia um seu escravo por ser católico arrenegado.
Autor(es) José de Santo António
Destinatário(s) Inquisição de Lisboa            
De Portugal, Lisboa
Para S.l.
Contexto

Dentro do fundo do Tribunal do Santo Ofício existem as coleções de Cadernos do Promotor das inquisições de Lisboa, Évora e Coimbra. O seu âmbito é principalmente o da recolha de acusações de heresia. A partir de tais acusações, o promotor do Santo Ofício decidia proceder ou não a mais diligências, no sentido de mover processos a alguns dos acusados. Denúncias, confissões, cartas de comissários e familiares e instrução de processos são algumas das tipologias documentais que se podem encontrar nestes Cadernos. Quanto ao crime nefando e à solicitação, são culpas que não estão normalmente referidas nestes livros.

Suporte meia folha não dobrada escrita apenas no rosto.
Arquivo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Tribunal do Santo Ofício
Fundo Inquisição de Lisboa, Cadernos do Promotor
Cota arquivística Livro 293 (Caderno 100)
Fólios [356]r
Transcrição Leonor Tavares
Modernização Catarina Carvalheiro
Anotação POS Clara Pinto, Catarina Carvalheiro
Data da transcrição2008

Texto: -

Etiquetas:


[1]
J M J
[2]
Fr Joseph de S Anto Pregador e Regte do Real Hospo da Prova da Conçam sito nesta Cide de Lxa. Occidental á carreira dos Cavallos; obedecendo aos Editos da Sta Inquisição, dou parte aos Sers Inquisidores, de como, fa-zendome S Magde merce de Captivo q tem nas suas galés, pa troco de Religiozo da minha Prova que se acha Captivo em Argel, Ouvi nas mesmas galés, que o tal Captivo que sua Magde me dava tinha fama de sser de nação grego e arnegado.
[3]
E como quis certificarme mais da verdade antes de effeituar o troco, escrevi ao mesmo Religiozo Cap-tivo em Argel fizesse toda a dilligca por averigoar se o tal Captivo era, ou não era arnegado:
[4]
E a reposta q tive delle, he o que conthem esse Escripto-zinho que aprezento da sua mesma letra, que veyo dentro da Carta que me escreveo.
[5]
E o mesmo homé que a trouxe, que he que nesta sema-na chegou de Argel Resgatado, disse tambẽ que o tal tinha la a mesma fa-ma de ser grego e arnegado.
[6]
E em hũa Carta, q o Rdo Pe Administra-dor do Hospital de Argel escreveo ao Rdo Pe Fr Jozeph de Paiva Religiozo da Trinde sobre o troco deste Captivo Com o frade, ouvi eu q o tal Adminis-trador o trata tambem Com a fama de Arnegado.
[7]
Não conheço aqui nas gales
[8]
ouvi, q o tal tinha fama de arnegado, mas paresseme q foi áquelles mesmos que guardão, e acompanhão aos Captivos.
[9]
O homem q agora veyo Resgatado, e me trouxe a carta e escripto do Reli-giozo, e deu a mesma noticia, me disse assestia a S Paulo de fronte da porta travessa da Igra em caza de homé chamado Dos Ferra, e paresseme q Al-fayate;
[10]
e Como he nal do Porto, não estará aqui mo tempo.
[11]
O Religiozo que está Captivo em Argel, e escreveo o escripto chamasse Fr Phelippe do Espro Sto
[12]
O Pe Administrador do Hospital de Argel, chamasse Fr Franco Navarro da Ordé da sma Trinde
[13]
E o tal captivo das galés que Eu delato, chamasse Mostafá Sotta arraes, he Ruivo do cabello, terá trinta e oito annos de idade; está cazado em Argel, e ja aqui esteve outra vez captivo.
[14]
He so o que sei.
[15]
Lxa. e Real Hospo da Concam 10 de Março de 1730 Humilde subdito de VVSas Fr Jozeph de S Anto

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