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Maarten Janssen, 2014-

CARDS0002

[1827]. Carta de Gregório José Calisto, criado, para Frederico Andrés.

ResumoUm antigo criado pede ajuda ao seu ex-patrão.
Autor(es) Gregório José Calisto
Destinatário(s) Frederico Andrés            
De Portugal, Santarém, Salvaterra de Magos
Para S.l.
Contexto

O réu, acusado de roubo, disse ter alugado uma cavalgadura a um almocreve (cuja alcunha era 'O Bexiga de Évora'), que passou por ele a caminho de Salvaterra de Magos, local onde se encontrava preso. Ao chegarem a essa terra, quiseram prender o almocreve, mas ele acabou por fugir, não sem antes ter indicado o réu como seu cúmplice no roubo das cavalgaduras. Gregório José Calisto foi condenado às galés por quatro anos, mas contestou e recorreu da sentença por não haver acusação formal contra ele. Foi então condenado a 5 anos de degredo, mas entretanto o lesado retirou a queixa. Na carta, Gregório José Calisto escreveu ao seu ex-patrão para que dissesse que continuava a tê-lo ao seu serviço, a fim de o antigo criado conseguir maior credibilidade junto da Intendência da Polícia.

Suporte meia folha de papel dobrada escrita nas três primeiras faces e com sobrescrito na última.
Arquivo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Casa da Suplicação
Fundo Feitos Findos, Processos-Crime
Cota arquivística Letra G, Maço 5, Número 6, Caixa 15, Caderno [2]
Fólios s.f.
Transcrição Mariana Gomes
Revisão principal Cristina Albino
Contextualização Mariana Gomes
Modernização Ana Luísa Costa
Anotação POS Clara Pinto, Catarina Carvalheiro
Data da transcrição2007

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Illmo Snr Andres

Estimarei q estas duas regras vão adchar disfutando huma feliz saude a VSa e ao Illmo Snr D Pascoal e a Snra D Maria da Graaca Illms meninas Snr Vou a dar parte a VSa com grande Vergonha pois ncomo sei q VSa he capaz de me valer vou a espelicar a VSa vindo de palmela para as virtudes ca por esta banda encontrei hum almocreve e o cujo dito almocreve trazia duas bestas dezocopadas e eu tinha vin drazer hum bocado de contrabando e vinha a e falei com o dito almocreve e lhe laloguei huma das ditas e eu me montei entrando nesta vila de Salvatera o quizerão prender ao Almocreve e elle fogio e em mim me derão algumas pancadas e me prenderão e agora sem orde do Snr Intendente não me remetem daqui para baixo e o q peco a VSa q faca a ismola de pedir ao Snr Intendente q me mande na segundafeira para baixo porq eu adisculpeime q era criado de VSa por lhe não dizer do contrabando senão teria prizão para dois annos e asim espero q VSa peca ao Snr Intendente pela saude de VSa e q lhe diga q sou Criado de VSa porq he o q esta ca nas porguntas pesso isso a VSa por issmola para em lisbão dar justificacão de mim com isto não infado mais a VSa

Deste Criado de VSa e mto Obrigado. Gregorio Joze:

Legenda:

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