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Maarten Janssen, 2014-

CARDS4006

[1592]. Carta de Diogo Nunes para o seu irmão, João Nunes, mercador.

ResumoO autor corta relações com o irmão, acusando-o de mover intrigas contra ele. Ordena-lhe que tome as diligências necessárias para que entre os dois se encerrem as contas pendentes.
Autor(es) Diogo Nunes
Destinatário(s) João Nunes            
De América, Brasil, Pernambuco, Olinda
Para S.l.
Contexto

João Nunes, cristão-novo, mercador em Pernambuco, foi preso pelo Santo Ofício em Salvador da Bahia em 1592 por se dizer que tinha um Cristo escondido "detrás de um servidor em que fazia suas necessidades corporais" (fl. 8v). Às testemunhas inquiridas pelo visitador do Santo Ofício (criados do mercador), fora-lhes perguntado pelos comportamentos judaizantes do amo e pelas diligências que ele teria encomendado, já preso: i) para que escondessem o produto da venda de uns escravos ("setecentos e quarenta e tantos mil réis de umas 112 peças de escravos" ‒ fl. 19v) e ii) para se saber se já tinha sido passada uma provisão do Rei para que não se confiscassem as fazendas dos cristãos-novos presos pela Inquisição (fl. 18v). O processo foi todo preparado no Brasil pelo visitador Heitor Furtado de Mendonça, contendo apenas provas materiais e notação de testemunhos. Contém muitas denúncias de judaísmo e paganismo, alegadamente praticados por vários indivíduos da zona de Pernambuco. Depois de preso, João Nunes foi levado a ferros para Lisboa à guarda do mestre da caravela São João. No final de 1593 foi libertado sob fiança, ficando obrigado a residir em Lisboa. Em 1597 foi-lhe finalmente retirada a acusação.

Outros processos relacionados na Inquisição de Lisboa sob o nome de João Nunes são os n.º 88, n.º 885, n.º1491 e n.º 12464.

Suporte uma folha de papel dobrada escrita nas duas primeiras faces e com sobrescrito na última.
Arquivo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Tribunal do Santo Ofício
Fundo Inquisição de Lisboa
Cota arquivística Processo 87
Fólios 14r-v
Transcrição Mário Costa
Revisão principal Rita Marquilhas
Contextualização Mário Costa
Modernização Rita Marquilhas
Anotação POS Clara Pinto, Catarina Carvalheiro
Data da transcrição2009

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Senhor

por alguas vezes tenho pedido he Rogado muito a vm me deixe veio vm porsegir sua teima afromtando me desomRandome aquanhandome fazẽdo a cada quanto audiensias de asi palavras como cartas a quẽ quer lembrolhe como amigo que homẽ que ãda os demonios he apartado de deos he as esperansas perdidas de tam sedo tornar para hele não lhe fasa ho demonio fazer cousas que ho diabo ande vm he hele he tudo, não tem nesesidade de se doer de nẽ a prima que nẽ eu quero Remedio se da sua mão me a de vir ho que so quero he que vm muita deligensia fasa suas cõtas he mas mãde terladadas de tudo he que deve em portugal he eu devo no brazil - he do que lhe entregei he do que me deixou he feito isto se se achar que a dinheiro para eu pagar ho que devo no brazil me de divedas para as eu cobrar he helas pagar o que devo- não quero de vm outra cousa nũqua a pertendi pezame fazer vm a tantos verdadeiros asi em portugal como no brazil mas como sempre me defendi todos dizer que não lhe queria nada nẽ me pertendia me satisfaso isto fasa vm muita brevidade porque não avendo que eu posa pagar o que devo saberei ho que ei de fazer


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