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Maarten Janssen, 2014-

PSCR2501

[1770-1772]. Carta de Madalena Tomásia de Jesus, mulher de um desembargador, para Bernardo da Silva do Amaral, padre.

Autor(es)

Madalena Tomásia de Jesus      

Destinatário(s)

Bernardo da Silva do Amaral                        

Resumo

A autora mostra-se saudosa do destinatário e ansiosa por reconquistar a sua liberdade.
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Mto Rmo Pe M

A muitos dias q lhe dezejo escrever; porem enthé o prezte não o pude fazer, e sabe N Sr, se agora eu o podia; mais sempre quero fazer força, por lhe dar noticas minhas. Aqui estamos no degredo passado, Anhellando q se acabe, pa estar-mos mais forra: eu da ma parte o dezejo mto, ao menos, pa lhe escrever; pois isso me conçolla, quando o não posso ver, q a disgraça tanta, q sendo huma Pca forra, se veja captiva. dou a V R a notica q Recebe-mos por festas o milhor imbarasso, pa hir-mos pa o Recolhimto, e eu lhe confeso meo sr q inda q me custa qto não sei, ex-plicar, esta espera, estou mto conforme, pa esperar todo o tempo q Deos quizer, asim não desanimo, porq as minhas esperanças cresçem, de q agora o alcansarei mais breve, o q dezo Deos fasa o q quizer; pois tudo está na sua mão. Minha Mai vai passando, com pou-ca saude, e lhe emvia mtas lcas, e juntamte esses ananazes, e essas laranjas, como hum sinal da sua lca, a da não lhe escreve suponho, q por não dar azas, as suas preseguições. o q de prezte posso dizer, a v R o mais fica pa a vista. e no mais aDeos, meo Pe, bote-me a sua benção e Deos a v R Gde ms ans eta

De v Rmo Filha mto indigna e amate MThomazia J

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