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Maarten Janssen, 2014-

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1723. Carta de Vitória Francisca para a Inquisição de Coimbra.

ResumenA autora denuncia um padre, dizendo que ele se declarou a ela no confessionário mais de uma vez.
Autor(es) Vitória Francisca
Destinatario(s) Inquisição de Coimbra            
Desde Portugal, Porto, Santa Clara
Para S.l.
Contexto

Dentro do fundo do Tribunal do Santo Ofício existem as coleções de Cadernos do Promotor das inquisições de Lisboa, Évora e Coimbra. O seu âmbito é principalmente o da recolha de acusações de heresia. A partir de tais acusações, o promotor do Santo Ofício decidia proceder ou não a mais diligências, no sentido de mover processos a alguns dos acusados. Denúncias, confissões, cartas de comissários e familiares e instrução de processos são algumas das tipologias documentais que se podem encontrar nestes Cadernos. Quanto ao crime nefando e à solicitação, são culpas que não estão normalmente referidas nestes livros.

Soporte meia folha dobrada escrita no rosto da primeira face.
Archivo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Repository Tribunal do Santo Ofício
Fondo Inquisição de Coimbra, Cadernos do Promotor
Referencia archivística Livro 352
Folios 207r
Transcripción Mariana Gomes
Normalización Catarina Carvalheiro
Anotación POS Clara Pinto, Catarina Carvalheiro
Fecha de transcipción2007

Page 207r > 207v

[1]
Mto illustres Snres

Denuncio a Va Ina que o P fr francisco da

[2]
Piadade Capellão deste Mosteiro de S Clara do
[3]
Porto em 14 de agosto de 1723 em Vespora de N S
[4]
da Censão em o Confisionario onde lhe fui
[5]
falar em materia Licita sem ser em Confisão
[6]
me dice as Seguintes palavras que eu o fazia
[7]
emagrecer e que muntas Vezes me levava a Con
[8]
fisão as quais eu entendi que erão ditas Com
[9]
intencão amatoria por ter prezedido o terme es
[10]
te padre proCurado para amatoria Communica
[11]
Cão Com palavras Recados escritos e instanCias
[12]
Cauza por q ao dizerme as tais palavas o admoes
[13]
tei dizendolhe que advertise o Lugar onde es
[14]
tava e dipois dessa advertenCia me dise que
[15]
hua Relegioza julgava elẽ queria bem
[16]
a hua freira mas que a sua inClinaSão
[17]
não era para esã pesoa E em outra oCazião
[18]
tambem Confisionario Sem ser em Confisão
[19]
me dise que sabia a quem eu tinha enClina
[20]
são e que a mesma Criatura tinha a mesma
[21]
grasa Commigo S Clara do Porto em 5 de

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