Corpus de Textos Antigos

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Maarten Janssen, 2014-

M1008T1008

História de mui nobre Vespasiano

TitleHistória de mui nobre Vespasiano
AutorDesconhecido
EdiçãoMaria Inês Almeida
Tradução/RedacçãoTradução do castelhano. O poema em francês do séc.XII Vengeance de Nostre-Seigneur ou Histoire de la destruction de Jerusalem está na origem de prosificações levadas a cabo nos sécs. XIV e XV e que forneceram o arquétipo para as traduções ibéricas deste texto.
Data da Tradução/Redacção1496 (antes de)
TestemunhoLisboa, Valentim Fernandes, [1496?]. Biblioteca Nacional de Portugal, Inc. 571
Data do Testemunho1496
BITAGAPManid 1008, cnum 1008, Texid 1008
GéneroNovelística

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gente era a çelebrar a festa a jhrlm estauã no castello muy poucos e qserom se dar. mas o empador os quis tomar em sua merçee. E qndo a batalha foy posta derredor do castello nosso senhor ds deitou tãta d neue e de vẽto q o podiã sofrer no araiall nẽ no castello . E este castello era de huũ sabedor judeu e bom caualleyro e sabia muyto de guerra E tinha o castello bem basçeido d’armas e de viãdas o qual avya nome Jafel e era primeyro jrmaão de josep ab aramatia. E como jafel vio q o empador o tinha assy çercado tam fortemẽte veo tres caualleyros ao emperador e disse lhe. Senhor tomay me em vossa merçee e fazee do castello o q for vossa voõtad. E o empador lhe disse q o tomaria em sua merçee. Mas de hy a poucos dias o emperador tomou o castello p força e mandou matar todos os judeus saluo dez q se escõderõ. Jafel senhor do castello e seu sobrinho elle. e aly esteuerõ tres dias q comerõ nẽ beberõ que tinhã que comer. E destes dez judeus ouuerõ seu cõselho os sete antre sy q pois de fame auiã de morrer. mais vallia q elles mesmos se matassem huũ os outros os punhaes e logo foy. E quãdo os jude se matarõ. jafel disse a seu sobrinho e a seu pmo. Amigos quãdo era senhor deste castello a my me tinham por sabedor homẽ. he mester q nos aqeça como aqueeçeo a estes. E este he meu cõselho q saiamos daquy e vaamos pedir merçee ao emperador. Que perventura quando souber que aquy somos o emperador nos tomaraa pa sua merçee. E emtãto o empador fez derribar o castello e derribarõ as cauas. e emtam veo jafel e os outros dous judeus. e poserõ os juelhos ante o emperador e disse jafel. Senhor sabee q eu era senhor deste castello q vos mandastes derribar. e segundo eu creo vos soees vindo por vingar a morte do santo pfeta . q a grande torto tomou morte e paixã em jherusalẽ . a qual cousa se assy he folgo eu muyto q era muyto meu amigo. porq saibaes senhor q eu e huũ primo meu q avya nome josep ab aramatia ho deçemos da cruz quãdo lhe derõ o corpo. e tomou muy honrradamẽte e poo llo em huũ seu moymento o qual tinha feyto pera sy. de q os judeus ouuerõ muy grande enveja. E vos senhor nos avees mester pa tomar jherusalẽ e vos aconselhamus lealmẽte. E ho empador des que ouuio as booas razoões de jafel tomou ho polla maão e deu lhe graças. E os judeus pedirõ lhe d comer q avya cinco dias q nom comerõ. E des que comerõ o emperador os mãdou vijnr ante sy e pguntou lhe q se criã naquelle santo pfeta. E elles disserõ q sy. E o empador lhes disse agora qro q daqui em diãte q sejaes meus cõselheiros E depois q o empador mãdou derribar o castello partio sse de aly seu filho titus e toda hoste. e forõ se a jherusalẽ para tomar vingãça da morte de jhu o por q fosse cõprida a profeçia. Mas pilat nem os de

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