Corpus de Textos Antigos
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Representação em textoEspelho de Cristina
| Title | Espelho de Cristina |
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| Autor | Christine de Pisan |
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| Edição | Ana Luisa Sonsino |
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| Tradução/Redacção | Tradução de Livre des Trois vertus, 1405 |
| Data da Tradução/Redacção | 1450-1518 |
| Testemunho | Espelho de Cristina, Lisboa, Hermão de Campos, 1518, Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa. BDMII50. |
| Data do Testemunho | 20-06-1518 |
| BITAGAP | Manid Copid 1079 Texid 10018 |
| Género | Literatura didáctica |
meesma deue hir aa cozinha e ordenar a maneyra em que sejã seruidos e deue parar mentes que sua casa seja lĩpa : e todas as cousas cada hũa em seu lugar ordenado . Seus filh bẽ ensinados posto q sejã pequenos que nõ chorẽ nẽ se mostrẽ mimosos os qes sejã limpamẽte criados e gouernados e sejã as amas auisadas que ndende: erro por nõ. Em vez de õ, foi composto o tipo que tem a abreviatura de de, graficamente semelhante e que estaria, certamente, mal distribuída no caixotim. lançẽ seus panos a enxugar nas janellas per onde a gente ha de vijr . E deue rogar e pedir a sseu marido que se vista bẽ e honestamente : porque boõ vestydo do marydo he honrra da molher . E quãdo elle veẽ pera comer que as mesas e copeyra e todo o al seja encaminhado e corregido segundo seu estado E sse ella quer husar de prudẽçia e auer graça de seu marido e buscar ainda ho louuor do mũdo ella lhe deue semp fazer boõ gasalhado : porque se acõteçe q elle seja triste como muitas vezes se faz e veemos que desuariados trabalhos dam aos homeẽs diuersos pẽsamentos : que ella o possa p sua graça fazer ledo . Ca nõ he duuyda q qndo homẽ veẽ a ssua casa trabalhado de cuidados e nojos E hacha sua molher q o reçebe graçiosamente : que nõ sinta marauilosomarauiloso: erro por marauilhosa. refeiçom e descanso de seus trabalh e assi he razõ porque aquelle que busca a uianda qndo a traz deue seer ao menos beẽ reçebido nem deue esta senhora braadar cõ sua gente aa mesa : mas se hy ha cousa nom bem feyta : ella a deue reprender depois em breues pallauras porque a rrefeiçõ que deue seer fylhada alegremente dura cousa he de auer se pollo contrayro E sse seu marido he maao e sanhudo ella o deue amãsar p boas
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