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Ribeira do Meio, excerto 29
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INF1 Aquela re– reseima toda tirada, fica a cebola daqui, tanto que até a gente não arrota nem nada.
Não tem arroto nenhum da, da, da daquela reseima da cebola.
INF2 Eu quando como a morcela à noite, [vocalização] ponho-me a arrotar.
INF1 A gente [vocalização] , esta de casco, a gente coze juntamente com a tripa, tudo cozido.
O sangue vivo, e tudo, é tudo cozido com a tripa.
Mas sendo de rama, a gente na-, na costuma a cozer fora, a rama, que é para depois então meter na tripa.
É só cozer depois o sangue e a tripa.
E há quem deita vinho nas morcelas.
Logo que não há sangue bastante, é vinho é que se manda para dentro.
Já estive numa matança que não tinha sangue bastante, que era aquela mastrulhos só emparcados e nada de coiso,
e pegaram em dois copos de vinho
Eu também nunca tinha visto.
E por acaso, provei morcelas de lá
e não estavam tão des-saborosas.
INF2 E ficaram saborosas?
INF1 Aquilo logo que não há sangue, tem de se resolver de qualquer maneira.
Não, mas se fosse mais cedo, eu amanhava morcela para para comer.
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