Corpus de Textos Antigos
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Representação em textoEspelho de Cristina
| Title | Espelho de Cristina |
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| Autor | Christine de Pisan |
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| Edição | Ana Luisa Sonsino |
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| Tradução/Redacção | Tradução de Livre des Trois vertus, 1405 |
| Data da Tradução/Redacção | 1450-1518 |
| Testemunho | Espelho de Cristina, Lisboa, Hermão de Campos, 1518, Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa. BDMII50. |
| Data do Testemunho | 20-06-1518 |
| BITAGAP | Manid Copid 1079 Texid 10018 |
| Género | Literatura didáctica |
rijr nẽ pallaura q todo nõ seja cõ razõ e tẽpãça e semp se due de gardar : q ẽ estas cousas nõ seja achado ẽ ella erro nẽ causa causa: provável erro por cousa. q mal este . Aa ds se toda prĩçesa e aĩda qlqr molher ẽtẽdesse bẽ qnto boa gouernãça e assesego : lhe esta bẽ : mais trabalhariam pollo auer q outro arreo : nẽ ha hy joya tã rica q as assy possa afremosentar . E aĩda minha snora fica por fallar os pigoospigoos: erro por perigoos, resultante de troca do tipo da abreviatura pelo tipo de p. q ha ẽ tal amor os qaes sõ sẽ cõto . O pmeyro e mayor he q homẽ anoja ds depois põe sua vida e hõrra ẽ perigo seoseo: erro por se. o marido : ou parentes o ssabẽ tãto q jamays nõ auera beẽ . E diguo da parte dos amadores aĩda q tod fossẽ leaaes e callad e verdadeir o q nõ sõ ãte comunalmẽte sõ fẽgidores e por enganar as molheres dizẽ o q nõ podem nẽ teẽ voõtade de fazer . E he cousa certa q os acendimẽtos de tal amor duram pouco e aĩda n q fingẽ seer mais leaes E pois minha senhora cuidaes v qndo este amor he falleçido e q a ssnora q cõ sua ceguidade se ẽuorilhou : naqlle sãdeu prazer e pẽsa as sãdiçes e desuariados pigos ẽ que se muitas vezes achou : se auera por ẽganada . E qnto qria que lhe custasse por nũca lhe auer acõteçido e q tal cousa della nõ podesse seer dita Certo vos nõ podees pẽsar o rrepndimẽto grãd e triste pẽsamto q lhe fica no coraçõ . Aallẽ desto vos e todas as outras podees beẽ veer camaha sãdiçe he de meter o corpo e a hõrra em despreço de maas lyngoas e na maão de taaes seruidores cujo seruiço he tal q aqllo q vos jurom e prometẽ de teer segredo nom se podem nem sabem callar . E na fym de tal amor : aas molheres outra cousa nõ
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