Corpus de Textos Antigos

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Maarten Janssen, 2014-

Representação em texto

Espelho de Cristina

TitleEspelho de Cristina
AutorChristine de Pisan
EdiçãoAna Luisa Sonsino
Tradução/RedacçãoTradução de Livre des Trois vertus, 1405
Data da Tradução/Redacção1450-1518
TestemunhoEspelho de Cristina, Lisboa, Hermão de Campos, 1518, Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa. BDMII50.
Data do Testemunho20-06-1518
BITAGAPManid Copid 1079 Texid 10018
GéneroLiteratura didáctica

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possa aconteçer . porque em mal fazer nom cabe escusaçom nem podes sosteer tua sehora em pecado q tu mesma nom peques e sejas partecipante do mal que ella faz . E pohamos que tu dyzes que o fazes por guardar sua honrra : se tu bem buscares tua conçyencya acharas que outra cousa te moue mays . s . desejo de gaãçar sua graça he auer mays bem della . Mas qualquer cousa q te moua tu fazes mal e pareçes ao ceguo que guya outro çeguo e ambos vam cayr na coua . Mas ves tu que faras se quiseres husar de syso e de boa conciencia se tua senhora se fia tanto de ty que em tal caso te reuella seu segredo tu lhe daras hũa tal reposta senhora eu vos tenho em synguolar mereçemereçe: do latim mercede, a forma em português antigo atestada é mercee, pelo que esta poderia ser considerada um erro do compositor que, acidentalmente, alterou-lhes a ordem ao colocá-los no componedor. Porém, outra ocorrência desta forma no fl. 23b poderá indicar uma variante com epêntese, influenciada por merecer, palavra que, sendo de origem etimológica diferente, pode inscrever-se no mesmo campo semântico das relações entre senhores e servidores. a fyança que em my tendes em me dizerdes huũ tam priuado segredo a qual prazendo a deos sera bem guardado tanto como eu viuer : mas muyto me pesa do que auees metydo em vosso entendymento donde vos nom pode vyr senam condenaçom da alma e peryguo na honrra e da vida . E sse em meu poderyo fosse de vos tyrar de tal cuydado . nom ha cousa possiuepossiue: erro por possiuel. . que nom o fezesse pello comprir . E vossa merçe me perdoe . Ca eu amo mays o bem de minha alma que de tal feyto serya encarreguada : que vosso seruyço e desonesto prazer . E vos me podees desamar he lançar fora . Ca eu amo vosso desamor fazendo o que deuo : q vossa graça sẽtyndo vosso mal e meu E mais amaria morrer que me meter em tal feyto E sey bem que som vossa he que vos deuo obedeçer . mas em tal caso enpeçaria o que eu nom som tehuda

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